18 de Fevereiro, 2008
Don Vito ainda se lembra do tempo em que havia domésticas. Hoje, com a Bimby, quanto muito, há electrodomésticas. Tenho aspiração a ser um(a) delas, pois finalmente vou poder experimentar as minhas saudosas patanisca de bacalhau que a desconfiança caseira nas minhas capacidades culinárias, sistematicamente, me impediram de revelar.
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17 de Fevereiro, 2008
Fez ontem uma semana, tive que recorrer às urgências do Hospital de Vila Franca de Xira. Como em todos os serviços do género e em situação de doença não foi uma visita agradável. Pela demora, pelo mal-estar e simplesmente pelo facto de se estar num hospital!
Cinco horas foi quanto esperei, enquanto via outros doentes, chegados depois de mim, alguns até sorridentes, com a mesma cor (verde) que eu e a serem atendidos antes de mim! Coisas da triagem, meu novo ódio de estimação.
Durante esse período consegui combater a febre e ser combatida por ela, ouvir outros doentes a promover casas para vender, outros a discutir futebol e apreciei a verdadeira feira de quem “nada” mais tem que fazer senão passar umas horitas da noite de sábado no hospital.
Perante o vai e vem de gente, as horas a passar e a minha situação mais do que estagnada dirigi-me ao guichet, onde estava a senhora que me perguntou “então está a sentir-se mal?”
“Claro que não me sinto mal…já nem sinto nada!” Pensei.
Mas voltando ao assunto da vaca fria: dirigi-me ao dito guichet com toda a revolta que as minhas forças me permitiam, para reclamar. Afinal de contas já estava a adquirir outros males além daquele que me tinha levado até lá. Pergunto à senhora “simpática” se ainda ia demorar muito. Fi-lo três vezes em intervalos de tempo consideráveis. A última resposta abalou ainda mais os meus alicerces: “Estão a chamar os doentes das 19h”.
Ora bem, eram 23h. Significava que só me iriam chamar à meia-noite. E assim sucedeu!
Não tinha força para pedir livro de reclamações, muito menos para escrever por isso abstive-me de pedir embora vontade não faltasse.
O suplício teve fim, bem dizem que “não há mal que nunca acabe”, no entanto passei a entender o ministro que fechava as urgências e apoio!
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17 de Fevereiro, 2008
Nani jogou tão bem que “até parecia o Cristiano Ronaldo”!
Assim rematou o jornalista/ comentador/ fã de C R, que ao tentar elogiar o jogador apenas o reduziu à sua insignificância.
Será que Nani não podia ser igual a si próprio?
Nem comento mais nada.
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17 de Fevereiro, 2008
a propósito de uma manifestação, vão bardamerda!
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15 de Fevereiro, 2008

Portugal é um país pobre porque tem poucos imigrantes. Pobre e infeliz, também. No dia em que começa o festival do chocolate em Óbidos e se prevêem gigantescas romarias de saloios que só comem frango de aviário, fazem-nos muita falta os genuínos imigrantes: Os turcos com os kebad e o perfume das suas especiarias, os marroquinos, os argentinos, os mexicanos, os japoneses, os pescadores de arenques lá dos lados da Dinamarca e tanto outros que dão prazer de vida onde quer que se encontrem.
Mais! Queremos mais! Mais imigrantes!
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15 de Fevereiro, 2008
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15 de Fevereiro, 2008

Óbidos é uma linda vila medieval que está hoje, ainda, estimada graças à perseverança de um homem simples, o ex-presidente da câmara, José Pereira Júnior. Na solidão de um lar, um homem ainda novo, espera a morte num agonizante sofrimento ditado pela amputação dos membros inferiores e por uma cegueira que lhe trouxera os malditos dos diabetes. Durante o tempo em que a vila permaneceu bonita, arranjada, silenciosa e antiga, quase ninguém lá ia, nem famílias nem crianças, muito menos jornalistas.
Depois veio o pantomineiro! Inventou um festival de chocolate sem chocolate e transportou para a “cerca do castelo” uma Antárctida de esferovite. Foi o suficiente para que hordas de famílias do país inteiro se acotovelem horas a fio, em filas intermináveis, para ver uns bonecos pífios feitos de chocolate de 3ª categoria.
Durante uns dias, anunciam aqui estes pobres deslumbrados, Óbidos vai saber a chocolate. Que horror !
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12 de Fevereiro, 2008
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8 de Fevereiro, 2008
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7 de Fevereiro, 2008
“No dia 11, no Porto, no Clube Literário, nova apresentação, desta feita pelo escritor Jorge Velhote, com poemas ditos por Aurelino Costa, Teresa Tudela e o próprio autor.”
Encontrei este lead num determinado meio de comunicação.
Logicamente fiz uma retrospectiva de todos os anos de escola, desde a 1ª classe até àquilo a que chamam licenciatura, que quase não dá licença para nada quanto muito é motivo de interdição, e fiquei grata pelos puxões de orelha, pelas chamadas de atenção, até pelas semi-humilhações “sofridas” durante todo o período de aprendizagem escolar.
Aquele lead nem sequer passou pela “censura” e quando quis reescrevê-lo alertaram-me: “Não és copydesk”.
…Copydesk… Onde é que me posso inscrever mesmo?
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6 de Fevereiro, 2008

L’avenir est au métissage
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4 de Fevereiro, 2008

um post apenas para aumentar as audiências
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3 de Fevereiro, 2008
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3 de Fevereiro, 2008
Sócrates assinou projectos de “cagadeiras” ao fundo do quintal, pombais por cima das eiras, ampliações de marquises para compor o espaço da cozinha que se aperta, em várias aldeias do concelho da Guarda. São projectos desenvolvidos pelo desenhador lá da freguesia, que ninguém mais aceitaria executar. Não dão dinheiro, é claro, mas necessitam da assinatura de um técnico. Os jornais e o blogues clamam providências por tão indigno acto!
O mundo deles resume-se à imagem transmitida pelas visitas de Frank Gerry…
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31 de Janeiro, 2008
Estão para ser anunciadas mudanças profundas na equipa do Ministério da Administração Interna e da Agricultura. Era a conversa, ainda há pouco, entre dois resineiros ali na mesa do canto. Don Vito é um túmulo!
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