O paradoxo dos cem mil!

12 de Março, 2008

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À partida uma manifestação com mais de cem mil (?) professores na rua tinha que culminar na demissão da Ministra da Educação. Pelas razões que aqui descrevi, tal hoje não era possível mas, por outro lado, há ainda uma outra ordem de razão que leva à não demissão, ou dispensa da Ministra, por parte do Engº Sócrates, a saber, o apoio popular.

Na verdade, estou convencido que as políticas do ministério têm uma sólida ancoragem social, quer seja nas famílias com filhos na escola, quer seja na população em geral. Dito isto, não me surpreende, pois, que já hoje, os sindicatos tenham recuado na sua recusa (porque era disso que  se tratava) de qualquer tipo de avaliação  para virem dizer agora que pequenas alterações na grelha de avaliação já é um meio para resolver o problema. Ora, ninguém faz uma greve desta envergadura por causa de uma pergunta a mais ou de uma pergunta a menos numa grelha geral de avaliação, mas por razões políticas ou ideológicas de muito maior alcance.

É evidente que sabendo do interesse que estes sindicatos, mais propriamente, “soviete de professores”, como alguém lhes chamou, têm na melhoria da Escola, dão agora um passo atrás para depois procurarem  dar dois à frente. Não importa. A verdade é que já perceberam que a população não lhes é favorável. Há males que vêm por bem, Sr Primeiro-Ministro.

E se o Paulo Bento fizesse o mesmo?

10 de Março, 2008

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Sei do que falo: A esta professora confiava a educação dos meus filhos!

9 de Março, 2008

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Confiava a este homem a educação dos seus filhos?

9 de Março, 2008

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A contestação dos professores

9 de Março, 2008

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Considero os Professores uma profissão de elevado estatuto e relevância social. Considero e pratico-o: Como aluno, hoje, quem muito admiro e estimo foram meus professores; Como autarca, com aqueles que trabalhei oito anos e mantenho uma relação de amizade, respeito e admiração que vai muito para além desta actividade e como pai, participando na vida da escola dos meus filhos, ajudando e apoiando sempre, repito, sempre, os seus profissionais.

Isto não invalida que tenha hoje também uma profunda discordância no combate que fazem às políticas do Ministério da Educação. A crítica é legítima e o direito de manifestação inalienável, mas a escola é essencialmente um espaço de formação cultural, cívica e de cidadania das gerações que vão ajudar a construir um mundo melhor, mais tolerante e humanizado.

E por isso não posso deixar de assinalar criticamente o que tenho assistido nos últimos dias: Um professor de Famalicão mente e insulta a Ministra na televisão, para passado uma semana lhe pedir desculpas públicas; Um dirigente sindical que quando a Ministra impôs as aulas de substituição veio dizer que era uma medida de ataque à classe porque os professores faltavam pouco, vem agora reivindicar milhões e milhões de euros para pagar os que substituíram os colegas que faltaram; Profissionais de quem é suposto receber-se instrução e educação que se arrastam pelas ruas da amargura de reivindicações de prebendas de classe que não existem em mais lado nenhum e se desmultiplicam em manifestações onde abundam os dixotes , a grosseria, a falta de civismo e a má educação que envergonham tudo aquilo que era suposto pensarmos deles. A escola é muito mais do que as reivindicações de uma classe!

 

Por isso é de saudar muito vivamente a Confederação Nacional das Associações de Pais que veio dar total apoio às políticas do Ministério da Educação. A escola como organização e como produtora de resultados formativos está hoje incomensuravelmente melhor do que estava há três anos atrás e ninguém como os pais para sentirem isso bem de perto.

É bom lembrá-lo para que tudo não fique pela espuma da contestação.

 

 

Ainda dizem que nada muda!

7 de Março, 2008

Tenho reparado, já há alguns dias, que as coisas mudaram muito desde que deixei a escola.
Não no sentido do aumento de preços, ou da tão falada globalização ou outra coisa qualquer “culpada” por tudo de mal que acontece, mas na atitude matutina de quem vai trabalhar.
Antigamente as pessoas, de manhã, deslocavam-se para o trabalho com aquela cara de enterro de quem não estava a disposto a sair da cama quanto mais de casa. Iam no comboio deprimidas, a pensar no dia duro que se avizinhava. Ou então iam a dormir, para compensar o acordar de madrugada.
Quando voltavam para casa observava-se o contrário. Os sorrisos de alívio e as conversas animadas mostravam a satisfação de voltar para casa, de deixar para trás o chato do patrão e tudo o que se relacionasse com o trabalho.
Hoje em dia a coisa muda de figura. Só eu é que não mudei. Porque quero ir “xoxa” para o trabalho e voltar com o sorriso. Mas 5 minutos depois de estar no comboio acaba-se o meu sossego, desvanece toda a possibilidade de dormitar, de me preparar psicologicamente para mais um dia.
Devo ser a única a querer esse sossego. Todos os outros entram com o espírito exaltado. As suas conversas são piores que as cerejas e os 40 minutos destinados à compensação do meu sono acabam por ser insuportáveis, constantemente interrompidos por gargalhadas e conversés sobre os filhos, namorados, escolas, trabalhos e sei lá mais o quê.
Quando volto para casa, com aquele sorriso de orelha a orelha, lendo o meu livrinho de bolso e explicitamente animada por nenhum motivo especial, senão o simples facto de ir para casa, vêm eles cabisbaixos. Tristes por estarem de volta, o silêncio precioso de manhã proporcionam-me à noite! Tudo bem, aceito. Sempre leio com serenidade. Mas se eles experimentassem esse silêncio de manhã…Ai, isso sim!
Mas a minoria perde e vou ter que continuar a ir para o trabalho nestas condições desumanas.
As coisas mudam e as pessoas afinal não andam assim tão deprimidas, andam?

A peçonha de Menezes

6 de Março, 2008

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Até o mais troglodita dos comunistas - sr professor, que há mais de trinta anos não dá aulas, Mário Nogueira - despreza a companhia de Menezes. Vade Retro!

As minhas andanças

28 de Fevereiro, 2008

O trabalho obriga a dar a volta aos blogues, embora específicos e muitas vezes pouco afectos aos meus interesses, hoje valeu a pena essa visita. Passei por aqui e descobri que é o culpado pelos meus dias amargos.

Silly Season

25 de Fevereiro, 2008

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Meta é ultrapassar os 150 mil sócios

A solução é passarem a ser da cor de Obama

25 de Fevereiro, 2008

subida em flecha do preço do ouro encarece fabrico dos óscares

Raul Castro, a boa notícia!

25 de Fevereiro, 2008

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Parece que o óbvio aconteceu. Ainda bem! Não é que estivesse com grandes expectativas de mudança mas, à cautela, lá fui procurando manter-me informado. Em Cuba nada muda, por enquanto. E isso é uma excelente notícia (para mim, não para os cubanos, claro está) já que assim ainda é possível degustar, a preço compatível ao cidadão de classe média baixa - como agora com os resultados do deficit quase todos ficámos reduzidos- os melhores dos puros habanos. Ninguém tenha a menor dúvida que no dia em que Cuba for dos americanos, em Portugal, só o Major Valentim Loureiro terá dinheiro para comprar puros.

Com Fidel os puros foram aristocráticos, com os americanos tornar-se-iam burgueses, por isso, gritem comigo:

Pátria ou muerte!

Don Vito está assim!

24 de Fevereiro, 2008

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Deslumbrado!

23 de Fevereiro, 2008

Alguém me sabe indicar o interesse e o alcance destas iniciativas políticas para o primeiro-ministro e para o seu governo ?

Dia Internacional da Língua… materna

21 de Fevereiro, 2008

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Tribunal de Contas chumba empréstimo a António Costa

20 de Fevereiro, 2008

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Mais um exemplo do estado de claustrofobia democráticam com que Sócrates governa o país.