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Começou uma nova era de Caça às Bruxas

Quarta-feira, 2 de Janeiro, 2008

Está aberta a época de caça na reserva natural da Europa. Por tempo indeterminado.

Cumprindo as boas tradições da caça, as presas foram secularmente preparadas, uma espécie de vinha-de-alhos prolongada, para que agora sejam melhor degustadas.

Para inicio de degustação um tal de António Nunes, convenientemente ASAE, essa organização de pulhas que nos blindam o pleno direito à diarreia.

Sugestão do Chefe: António Nunes deve ser degustado com um tinto monocasta, de 2004. Sugere-se Cabernet Sauvignon, Fiuza (aproximadamente 8 euros). No fim cafézinho, digestivo e Sugus (limão ou menta).

BAHHHHHHHHHH. Santa Hipocrisia.

Há dias assim, em que me desgosta (ainda mais) esta gente!

BÃ-ANE-NÔVE

Terça-feira, 1 de Janeiro, 2008

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As melhores Séries - Review/Preview #3

Domingo, 30 de Dezembro, 2007

Retomando a Contagem:

5º Lugar: Diz Que é uma Espécie de Magazine

O humor insubmisso e deliciosamente naif dos camaradas Gato continua a fazer sombra. Corrosivo mas educado, Inflamado sem ser brejeiro, e Inteligente, este projecto terá futuro, pelas mais que dadas provas de talento e pela aparente perspicácia com que os gatos gerem a sua carreira.

Sinopse da 3ªa Série: Regozijem-se os fãs da Série. Os felinos mais estimulantes da televisão voltarão a gravar em Portugal..hmm.. na Madeira. A próxima série assumirá o formato de bailinho local e chamar-se-à “Diz que é uma espécie de Ditadura”. Depois de 5 episódios (de 2 a 7) em que pouco mais farão do que mímica, ao 8º programa, sem mordaças e com equimoses em toda a superfície corporal, os 4 criativos farão uma emissão em directo de discos pedidos! A não perder!

(to be, not necessarily, continued)

As melhores Séries - Review/Preview #2

Domingo, 30 de Dezembro, 2007

Previously in Bada Bing:

Jack Bauer enfrenta Pintos Lusitanos - 24, a série do ano.

Gregory House em palpos de aranha ao Serviço de Correia de Campos - House, medalha de prata

Que se continue, então, o enterro a 2007

 

3º Lugar: Prison Break

Scofield, Lincoln, Sucré e o resto da malta levaram-nos dentro de uma prisão de alta segurança e tiraram-nos de lá. À custa de centenas de produções de Hollywood que inevitavelmente nos vão bombardeando a verdade é que nada do que nos foi mostrado nos surpreendeu de facto. Continuamos a ter uma percepção muito enviezada da choldra, e o grande pecado da série é a quantidade de clichés em barda uns enfiados a seguir aos outros. De qualquer forma aquele amor fraterno basilar, apesar de em segundo plano, comove. Depois de dois ou 3 episódios, e com a sensibilidade devidamente anestesiada, estamos prontos para embarcar.

Sinopse da 4ª série: Regozijem-se os fãs cá da Terra. A 4ª série do moço Scofield é passada em Portugal. Corre o ano de 2010. Por fumar inadvertidamente no átrio de uma fábrica de papel, Scofield, assumindo a identidade de José Barroso, vai dentro de novo. Depois de 5 episódios com ecrán a negro (2 a 7), já que o rapaz é colocado na solitária (parece que fumava Gigante), a série dispara a ritmo vertiginoso. Scofield mantém a estranha propensão para se relacionar com a escória das escórias do estabelecimento prisional de Pinheiro da Cruz. De imediato engendra o seu plano de fuga, estabelecendo um esquema baseado no corte selectivo de alguns pelos púbicos. O plano passa por se associar a Jorge Nuno Costa - “o papa” e R.Teles - “o tutti-fruti”, dois dos bandidos mais temidos. Conseguirá?

4º Lugar - Outubro/Dezembro

Apesar de anos a fio de emissão ininterrupta esta série continua a aquecer o coração de milhões de Portugueses. A agremiação SCP continua imparável nas séries de jogos distante do triunfo. Escolhemos esta série de 5 jogos como poderíamos escolher uma outra qualquer, já que foram inúmeras durante o ano cessante. Quem se esquece de pequenas “delicatessen” como as que nos proporcionaram Polga ou Patrício no episódio Leiria desta história deslumbrante?

Sinopse da Enésima Série: A última série terminou com uma vitória ante o temível Louletano, mas outras tormentas que tais se perfilam a bombordo. Fiel aos seus principios, esta é a série segura, sem emoções fortes, mas com garantia de estabilidade. 2008 trará mais umas quantas séries de jogos do SCP sem vitórias, para gáudio das plateias. Lá para Dezembro o Levezinho prometerá, de novo, voar para outras bandas, e com Tranquilidade, tudo se resolverá no Gulag de Alcochete

To be (eventually) continued…

As melhores Séries - Review/Preview

Domingo, 30 de Dezembro, 2007

A fruta da época é a revisão.

Entranha-se em nós um tal desejo de olhar para tras à medida que Dezembro se desfaz em cinza que só encontra paralelo na fúria “postadora” do venerável JPP (Abrupto).

No Bar de má fama que é nosso não fugimos ao apelo. Acima de tudo somos “bloggers”, essa nova espécie que caminha para a mutação, que se sente invadida de omnisciência mais que suficiente para saber e falar de tudo. Nada mais interessa a um blogger senão isso mesmo: Ser blogger, poder esfregar nas fuças do mundo a nossa superioridade intelectual e sensitiva, dizer a todos: Não me conhecem melhor? Azar o vosso, vocês é que perdem! Coitadinho de mim tão abandonadinho e tão injustamentezinho categorizadozinho com sufixozinhos diminutivozinhos.

Aquilo a que o Bada Bing se propõe, agora, é uma sucinta revisão das séries televisivas que deram mais brado (sou blogger, posso usar tantas expressões idiotas quantas quiser) no ano que se extingue, e ir um pouco mais além, oferecendo aos eventuais leitores, uma sinopse das novas temporadas.

Eis a Lista:

1º 24

Jack Bauer inigualável ministro de todos os pelouros morais da sociedade ocidental. O homem entusiasma de facto. Morre, ressuscita, decapita, pensa, sofre. Numa cadencia ininterrupta de emoções. Impossível parar de ver, de facto. Assumo o vício.

Sinopse da 7ª série: Regozijem-se os fãs lusitanos. A sétima série passa-se precisamente em Portugal. O cenário é a Invicta. Pinto Monteiro, desesperado com a escalada de violência na bela cidade ribeirinha consegue um extraordinário protocolo entre a GNR local e a CTU, que, de novo incomodada com o facto de Jack solucionar todos os problemas opta por desterra-lo para Portugal. Depois de 5 episódios (2 a 7) passados na América do Sul por ignorância dos argumentistas Jack aterra finalmente em Portugal. Não querendo deslindar muito sobre o que poderão ver em breve, apenas revelamos que Jack se verá cercado de “Abéis” pouco competentes, terá a sua vida ameaçada como nunca (Será que sobrevive) e se verá numa teia de Pintos difícil de desmontar

2º: House M.D

Irascível, Intratável, Arrogante e Manipulador, Gregory House revolucionou o entretenimento televisivo como há muito não acontecia. Dono de conhecimento universal, faz-me rir como poucos, e não admito a ninguém que sugira que aquilo é uma personagem e que Hugh Laurie não é nada assim.

Sinopse da 5ªa Série: Regozijem-se fãs Portugueses. A nova Série é passada em Portugal. Cuddy não consegue sustentar mais a pressão e deixa cair Gregory, cujo maior problema (tal como Jack) é resolver todos os Problemas. Num fantástico Golpe de ASA, e não aguentando mais a contestação, Correia de Campos consegue fazer contrato com este médico, então destacado para fazer SAP na Alijó. Depois de 5 episódios (2 a 7) em que a acção é escassa e House não consegue ofender ninguém, debeladas as diferenças linguísticas, a série volta à qualidade que nos habituou, com House a escarnecer as futilidades do dia a dia hospitalar, a fazer um diagnóstico brilhante que levanta da cadeira de rodas um homem imóvel há 35 anos ( que comenta com a filha “nem me auscultou, o cabrão do franciú!”), acabando, esta série (perdoem-me a inconfidência) com House a ser deportado de novo para os Estados Unidos, depois de 37 noites de vigília da população local (e Paulo Portas) a pedir o regresso do clínico anterior, esse sim, muito simpático, nunca se negando a passar nenhuma receitinha.

(To be Continued)

À mais bela diáspora

Sábado, 29 de Dezembro, 2007

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Don Vito e Nicholas Edward

Espírito da Quadra

Sábado, 29 de Dezembro, 2007

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Don Vito e Nicholas Edward desejam a Afixe e Gibel, digníssimos representantes dos 327, perdão, 326, apoiantes do signatário em epígrafe, os maiores êxitos (cof, cof, cof…) para o ano de 2008.

A propósito da CGD, Faria de Oliveira, Manuel Pinho, Militância e miudezas desta Sorte

Sábado, 29 de Dezembro, 2007

Continuamos a viver, pensar e agir em politica como se fosse legitima a cegueira da paixão futebolística aplicada à liderança de um país. Já nem faltam as claques organizadas!!

Sonho com o dia em que ouvirei no parlamento:

“Os vencedores também se fazem de vitórias suadas, e duvido que os meus opositores, se fossem tão incompetentes como eu, conseguissem ganhar estas eleições. Eu e a minha equipa temos estofo de campeões

Nesse dia sim, tudo se torna mais transparente.

Pelo amor de qualquer coisa: Um pouco de pudor!

Sem perdão

Sexta-feira, 28 de Dezembro, 2007

1)A infinitude da fotografia escolhida, a empurrar o nosso primeiro para baixo.

2)A coincidência, inqualificável, de colocar uma fotografia de emergência médica em cima da Benazir

3) O regresso sem votos de um Bom Natal, a todos os ilustres companheiros de copo.

PS: Don Vito, és, sem dúvida, o melhor blogger do bar, sem necessidade de assumir o papel do Patinho Feio. Assim te saibamos decalcar o profissionalismo.

4) colocar PS e Don Vito separados por dois pontos. :)

Urgência/Emergência/Incompetência

Sexta-feira, 28 de Dezembro, 2007

A propósito do encerramento de 5 unidades e cuidados de Saúde às 00h, e agora que a BOA decisão foi tomada, é preciso que se faça o que deveria ter sido pré-requisito. Na verdade, e por mais que custe às populações ver-lhe retirado o acesso (demasiado) fácil a uma unidade de saúde, é verdadeiramente incomportável manter um espaço aberto, com condições minimamente capazes de solucionar problemas, quando a média de visitas durante o período nocturno se coloca entre os 2 e os 5 utentes. Mais interessante (e exigente, bem sei) seria fazer um cruzamento desta valorização quantitativa com os motivos que levam as pessoas às urgências. Seria lícito e razoável pensar que às 5 da manhã de um qualquer dia vai à urgência quem subitamente se viu acometido de grande desconforto, mas houvesse triagem de Manchester em todos estes SAP ou Hospitais e rapidamente se perceberia que:

1) Aproximadamente 80% dos utentes (face aos 90% do período diurno) vão com problema não urgente (muitos com mais de 7 dias de evolução)

2) A manha do português de gema é ir às 5 da manhã porque terá menor tempo de espera para atender a sua unha encravada (é vê-lo reclamar quando o enfarte das 5h05 lhe passa à frente, logo dele, que teve que se levantar ás 4h30 para que o médico mal-humorado (estes gajos burgueses, gordos e ricos são sempre mal humorados) o visse mais depressa).

Contudo o problema não se esgota aqui nem nenhuma das facções envolvidas (povo/governo/Ministério/ARS’s/médicos) lhe passa impune.

Parece-me inquestionável que:

a) existe utilização abusiva e absurda das estruturas prestadoras de cuidados médicos. Culpas óbvias aos abusadores, mas não menos óbvias a quem tem o dever de os (in)formar , aos cuidados de saude primários (médicos de familia, ARS como entidade supostamente estruturadora destes serviços). Menos óbvia mas importante: a questão multidisciplinar e sociológica da crescente desresponsabilização de cada um face à própria saúde ou dos entes tutelados: desde quando qualquer embriaguez, diarreia ou espirro tem de ir à urgência (ou de como os meus pais me criaram em perfeita espiral de insanidade e risco)

b) se se opta (e reforço: BEM) pelo encerramento e re-estruturação de unidades do SNS seria mandatório que fossem criadas as condições necessárias para servir a população, nomeadamente a formação efectiva de pessoas para cuidados pré-hospitalares durante o transporte (agora presumivelmente mais longo) do doente ao hospital. A solução SIV (Ambulâncias com tripulante e enfermeiro com formação especifica de 3 meses, para Suporte Imediato de Vida) é boa mas mal planeada. Porque não pensar-se em fazer um curso efectivo de paramédicos? Claro que nada disto se faz em 6 meses..

A Viagem do Elefante

Segunda-feira, 3 de Dezembro, 2007

 

Não deixa de me comover a tenacidade com que uma causa pode ser vivida. Saramago nasceu para escrever. Proletário, Partidário, Narcisita, Egotista, Megalómano, Intratável. Ou Agudo, Sensível, Amargurado, Extraordinário, Ímpar, Inteligente. Não me interessa por aí além o que se possa dizer. Eu gosto.

E tomo como lição de vida a crença aparentemente inabalável, de que se possa ter algo para dizer: Relevante, que não dá para guardar, para calar, para não dizer. Não dúvido minimamente que se trata de um homem com a noção exacta do pequeno alcance que tem(os). Somos finitos, limitados, não mudaremos nada de forma significativa. Do ponto de vista Universal somos meras partículas irrelevantes. Será sempre assim. Não interessa a dimensão de nada. Apenas a totalidade. Mas nenhuma destas certezas exclui irremediavelmente a sensação de infinitude com que cada um de nós convive desde os mais verdes anos. Vivemos em constante colisão entre estas duas realidades. Saramago parece-me bem resolvido, nas tintas para quem confunde de presunção e vaidade a sua vontade de não se calar.

Em plena produção de “Ensaio sobre a Cegueira”(Fernando Meirelles - “A cidade de Deus” e “O fiel jardineiro”) Saramago empreende “A Viagem do Elefante”, como se fosse a sua primeira.

Aplaudo a energia de mais um homem comum que admiro.