Moleskine
era Verão e era Agosto.
Era reencontro. Reacender sonhos. A sensação infantil de tentar adormecer e voltar de novo ao mesmo universo.ao mesmo sonho. Os corpos suam. Cheiram mais a agosto que a sexo. Mais a comoção que a prazer.
não te quero perder nunca mais,dizes-me. no canto superior da moleskine o carvão desenha. 6 meses e tão longe. vejo-o pelo canto do olho.dilacera. na ambiguidade prefiro ouvir que ler. é sempre assim a minha forma de ser optimista. qualquer amor vale todas as ilusões. nunca deixarei de o sentir.

quando o telefone toca acordo.não sei em que delirio me encontrava. a voz sai rouca e o cigarro vai longe.apetece escrever sem sentido. na certeza de que qualquer agosto é melhor que qualquer setembro.
2 de Janeiro, 2008 às 23:22
o tanas, setembro é o meu mês