O hospital, as urgências e a triagem…

Fez ontem uma semana, tive que recorrer às urgências do Hospital de Vila Franca de Xira. Como em todos os serviços do género e em situação de doença não foi uma visita agradável. Pela demora, pelo mal-estar e simplesmente pelo facto de se estar num hospital! 
Cinco horas foi quanto esperei, enquanto via outros doentes, chegados depois de mim, alguns até sorridentes, com a mesma cor (verde) que eu e a serem atendidos antes de mim! Coisas da triagem, meu novo ódio de estimação.
Durante esse período consegui combater a febre e ser combatida por ela, ouvir outros doentes a promover casas para vender, outros a discutir futebol e apreciei a verdadeira feira de quem “nada” mais tem que fazer senão passar umas horitas da noite de sábado no hospital.
Perante o vai e vem de gente, as horas a passar e a minha situação mais do que estagnada dirigi-me ao guichet, onde estava a senhora que me perguntou “então está a sentir-se mal?”
“Claro que não me sinto mal…já nem sinto nada!” Pensei.
Mas voltando ao assunto da vaca fria: dirigi-me ao dito guichet com toda a revolta que as minhas forças me permitiam, para reclamar.  Afinal de contas já estava a adquirir outros males além daquele que me tinha levado até lá. Pergunto à senhora “simpática” se ainda ia demorar muito. Fi-lo três vezes em intervalos de tempo consideráveis. A última resposta abalou ainda mais os meus alicerces: “Estão a chamar os doentes das 19h”.
Ora bem, eram 23h. Significava que só me iriam chamar à meia-noite. E assim sucedeu!

Não tinha força para pedir livro de reclamações, muito menos para escrever por isso abstive-me de pedir embora vontade não faltasse.
O suplício teve fim, bem dizem que “não há mal que nunca acabe”, no entanto passei a entender o ministro que fechava as urgências e apoio!

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