Marchar para onde? (rascunho inda num rebisto pelo camarada Ângelo Correia)

A atitude do partido operário revolucionário em face da democracia pequeno-burguesa é a seguinte: marchar com ela na luta pelo derrrube daquela fracção cuja derrota é desejada pelo partido operário; marchar contra ela em todos os casos em que a democracia pequeno-burguesa queira consolidar a sua posição em proveito próprio. No momento presente, quando a pequena-burguesia democrática é oprimida por toda parte, exorta em geral o proletariado à união e à reconciliação, estende-lhe a mão e procura criar um grande partido de oposição, que abranja todas as tendências do partido democrata, isto é, procura arrastar o proletariado a uma organização partidária onde hão de predominar as frases social-democratas de tipo geral, atrás das quais se ocultarão os interesses particulares da democracia pequeno-burguesa, organização na qual, em nome da tão desejada paz, as reivindicações especiais do proletariado não possam ser apresentadas. Semelhante união seria feita em benefício exclusivo da pequena-burguesia democrata e em prejuízo indubitável do proletariado. Este teria perdido a posição independente que conquistou à custa de tantos esforços e cairia uma vez mais na situação de simples apêndice da democracia burguesa oficial. Tal união deve ser, portanto, resolutamente rejeitada.

4 Comentários a “Marchar para onde? (rascunho inda num rebisto pelo camarada Ângelo Correia)”

  1. afixe diz:

    isto é o que se pode chamar um post escrito sem respirar. Que saudades que eu tinha desta treta. Só agora [agora!] me apercebi!

  2. don vito diz:

    excelente. Meu caro Gibel, da próxima vez espero que jantes melhor, ainda estou a pensar no jantar que não tiveste :)
    Da próxima há-de ser lampreia, há pelo menos outro que não come :))))

  3. gibel diz:

    :) o melhor é sempre o combíbio!

    (mas se me ofereces lampreia é bem melhor ir prevenido com uma “sande”)

  4. gibel diz:

    afixe,

    devo confessar que o Marx deu uma ajudinha :)

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