Marchar para onde? (rascunho inda num rebisto pelo camarada Ângelo Correia)

A atitude do partido operário revolucionário em face da democracia pequeno-burguesa é a seguinte: marchar com ela na luta pelo derrrube daquela fracção cuja derrota é desejada pelo partido operário; marchar contra ela em todos os casos em que a democracia pequeno-burguesa queira consolidar a sua posição em proveito próprio. No momento presente, quando a pequena-burguesia democrática é oprimida por toda parte, exorta em geral o proletariado à união e à reconciliação, estende-lhe a mão e procura criar um grande partido de oposição, que abranja todas as tendências do partido democrata, isto é, procura arrastar o proletariado a uma organização partidária onde hão de predominar as frases social-democratas de tipo geral, atrás das quais se ocultarão os interesses particulares da democracia pequeno-burguesa, organização na qual, em nome da tão desejada paz, as reivindicações especiais do proletariado não possam ser apresentadas. Semelhante união seria feita em benefício exclusivo da pequena-burguesia democrata e em prejuízo indubitável do proletariado. Este teria perdido a posição independente que conquistou à custa de tantos esforços e cairia uma vez mais na situação de simples apêndice da democracia burguesa oficial. Tal união deve ser, portanto, resolutamente rejeitada.
4 de Novembro, 2007 às 3:19
isto é o que se pode chamar um post escrito sem respirar. Que saudades que eu tinha desta treta. Só agora [agora!] me apercebi!
5 de Novembro, 2007 às 13:53
excelente. Meu caro Gibel, da próxima vez espero que jantes melhor, ainda estou a pensar no jantar que não tiveste
Da próxima há-de ser lampreia, há pelo menos outro que não come :))))
5 de Novembro, 2007 às 14:18
(mas se me ofereces lampreia é bem melhor ir prevenido com uma “sande”)
5 de Novembro, 2007 às 14:19
afixe,
devo confessar que o Marx deu uma ajudinha