O paradoxo dos cem mil!

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À partida uma manifestação com mais de cem mil (?) professores na rua tinha que culminar na demissão da Ministra da Educação. Pelas razões que aqui descrevi, tal hoje não era possível mas, por outro lado, há ainda uma outra ordem de razão que leva à não demissão, ou dispensa da Ministra, por parte do Engº Sócrates, a saber, o apoio popular.

Na verdade, estou convencido que as políticas do ministério têm uma sólida ancoragem social, quer seja nas famílias com filhos na escola, quer seja na população em geral. Dito isto, não me surpreende, pois, que já hoje, os sindicatos tenham recuado na sua recusa (porque era disso que  se tratava) de qualquer tipo de avaliação  para virem dizer agora que pequenas alterações na grelha de avaliação já é um meio para resolver o problema. Ora, ninguém faz uma greve desta envergadura por causa de uma pergunta a mais ou de uma pergunta a menos numa grelha geral de avaliação, mas por razões políticas ou ideológicas de muito maior alcance.

É evidente que sabendo do interesse que estes sindicatos, mais propriamente, “soviete de professores”, como alguém lhes chamou, têm na melhoria da Escola, dão agora um passo atrás para depois procurarem  dar dois à frente. Não importa. A verdade é que já perceberam que a população não lhes é favorável. Há males que vêm por bem, Sr Primeiro-Ministro.

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