Ao vivo
Durante mais de 30 anos o Estado andou a estudar uma nova localização para a construção de um novo aeroporto internacional, face ao reconhecido esgotamento da Portela. Em 3 meses (podiam ser 3 dias ou 3 horas) a brigada do reumático que dirige a obsoleta e, eufemisticamente designada, indústria portuguesa, apresentou uma solução alternativa e milagrosa. Era fácil, barata e dava milhões! Numa penada, o vanguardismo da indústria lusa, anunciava a falência do Estado e a tão ansiada emancipação da iniciativa privada em Portugal. Que fosse o Estado então, mas que ficassem os nobres capitães da indústria, finalmente libertos do seu estultíssimo atavismo.
Esta semana o jornal Expresso informa-nos que, afinal, a construção do aeroporto em Alcochete implica a construção de 3 novas pontes que têm um custo aproximado de 2/3 do valor da construção total do aeroporto na OTA e que, nos próximos 30 anos, os lucros, isto é, o preço adicional que os portugueses teriam que pagar à Lusoponte para ir apanhar um avião na outra margem, seriam 2% do PIB. Afinal, hoje, como sempre! Muita autonomia da iniciativa privada, desde que juntinha à manjedoura do Estado.
26 de Novembro, 2007 às 19:24
Então e o que se pagaria à BRISA em portagens até Alenquer? Olha que será um pedacito mais, qualquer coisa como o dobro (à ida e à volta). Mas pronto, eu percebo-te
fica-te mais a jeito
26 de Novembro, 2007 às 21:24
O aeroporto é de Lisboa ou da Marinha Grande?
Já falámos sobre este assunto no meu blogue.
26 de Novembro, 2007 às 21:25
“Falámos”, tu e eu, quero dizer.
27 de Novembro, 2007 às 0:48
na, na, meu caro Gibel, a auto-estrada já lá está e o aeroporto também, portanto as pessoas já a pagam. Com o aeroporto do outro lado acresciam ainda aqueles custos. Como dizia o outro, é só fazer a conta. Tens pouco jeito para contas, tá visto.