A contestação dos professores
Isto não invalida que tenha hoje também uma profunda discordância no combate que fazem às políticas do Ministério da Educação. A crítica é legítima e o direito de manifestação inalienável, mas a escola é essencialmente um espaço de formação cultural, cívica e de cidadania das gerações que vão ajudar a construir um mundo melhor, mais tolerante e humanizado.
E por isso não posso deixar de assinalar criticamente o que tenho assistido nos últimos dias: Um professor de Famalicão mente e insulta a Ministra na televisão, para passado uma semana lhe pedir desculpas públicas; Um dirigente sindical que quando a Ministra impôs as aulas de substituição veio dizer que era uma medida de ataque à classe porque os professores faltavam pouco, vem agora reivindicar milhões e milhões de euros para pagar os que substituíram os colegas que faltaram; Profissionais de quem é suposto receber-se instrução e educação que se arrastam pelas ruas da amargura de reivindicações de prebendas de classe que não existem em mais lado nenhum e se desmultiplicam em manifestações onde abundam os dixotes , a grosseria, a falta de civismo e a má educação que envergonham tudo aquilo que era suposto pensarmos deles. A escola é muito mais do que as reivindicações de uma classe!
Por isso é de saudar muito vivamente a Confederação Nacional das Associações de Pais que veio dar total apoio às políticas do Ministério da Educação. A escola como organização e como produtora de resultados formativos está hoje incomensuravelmente melhor do que estava há três anos atrás e ninguém como os pais para sentirem isso bem de perto.
É bom lembrá-lo para que tudo não fique pela espuma da contestação.
