A contestação dos professores

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Considero os Professores uma profissão de elevado estatuto e relevância social. Considero e pratico-o: Como aluno, hoje, quem muito admiro e estimo foram meus professores; Como autarca, com aqueles que trabalhei oito anos e mantenho uma relação de amizade, respeito e admiração que vai muito para além desta actividade e como pai, participando na vida da escola dos meus filhos, ajudando e apoiando sempre, repito, sempre, os seus profissionais.

Isto não invalida que tenha hoje também uma profunda discordância no combate que fazem às políticas do Ministério da Educação. A crítica é legítima e o direito de manifestação inalienável, mas a escola é essencialmente um espaço de formação cultural, cívica e de cidadania das gerações que vão ajudar a construir um mundo melhor, mais tolerante e humanizado.

E por isso não posso deixar de assinalar criticamente o que tenho assistido nos últimos dias: Um professor de Famalicão mente e insulta a Ministra na televisão, para passado uma semana lhe pedir desculpas públicas; Um dirigente sindical que quando a Ministra impôs as aulas de substituição veio dizer que era uma medida de ataque à classe porque os professores faltavam pouco, vem agora reivindicar milhões e milhões de euros para pagar os que substituíram os colegas que faltaram; Profissionais de quem é suposto receber-se instrução e educação que se arrastam pelas ruas da amargura de reivindicações de prebendas de classe que não existem em mais lado nenhum e se desmultiplicam em manifestações onde abundam os dixotes , a grosseria, a falta de civismo e a má educação que envergonham tudo aquilo que era suposto pensarmos deles. A escola é muito mais do que as reivindicações de uma classe!

 

Por isso é de saudar muito vivamente a Confederação Nacional das Associações de Pais que veio dar total apoio às políticas do Ministério da Educação. A escola como organização e como produtora de resultados formativos está hoje incomensuravelmente melhor do que estava há três anos atrás e ninguém como os pais para sentirem isso bem de perto.

É bom lembrá-lo para que tudo não fique pela espuma da contestação.

 

 

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