Arquivo do mês de Março, 2008

Os Regressantes

Quinta-feira, 27 de Março, 2008

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O país está mais pobre

Domingo, 23 de Março, 2008

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não é pelas manifestações dos professores, nem pelas rábulas de religiosidade social do sr. Louçã, está-o por esta notícia. Num país de analfabetismo atávico, periférico, isolado e inculto, a minha esperança de melhorismo social e cultural residia apenas e tão só no que viesse de fora. Foi essa, aliás, e não outras, a melhor mensagem que o 25 de Abril nos trouxe. Abertura de fronteiras, gente a andar de um lado para o outro a conhecer, a aprender e a ensinar. Os países, e Portugal com maior particularidade, são tanto mais ricos quanto mais emigrantes tiverem. Era, pois, nesse sentido que me parecia ter sido iniciado o caminho, até já tínhamos portugueses loiros de olhos azuis a ganhar campeonatos de xadrez…

De repente a realidade cai sobre nós: Os emigrantes que vêm para Portugal não só estão a diminuir, como os que cá estão arrumam a mala e vão embora. Não há notícia mais triste, nem maior prenúncio de miséria.

Páscoa digital photoshop

Domingo, 23 de Março, 2008

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Sempre a aprender

Quinta-feira, 20 de Março, 2008

Aqui podemos ver um vídeo do “Quem quer ser milionário” versão espanhola.
Provavelmente a senhora sabia o que era, mas desconhecia o nome!

Don Vito, aproveita este post para descontrair. Esperemos pelo próximo tropeço dos verdinhos para voltarmos à discussão.

Aconteceu Taça

Terça-feira, 18 de Março, 2008

O Regional venceu o Nacional

Dez mil no Porto valerão cem mil em Lisboa ?

Domingo, 16 de Março, 2008

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Don Vito, qual Maria Filomena Mónica, foi ao comício de desagravo de José Sócrates no Porto e gostou do que viu!

O PS não é (nunca foi) um partido de massas, é um partido essencialmente de poder - um partido de cartel, como hoje se diz em sociologia política. Por essa razão é mais fácil ao PCP meter dez mil pessoas na casa do povo do Ciborro, do que ao PS levar quinhentas pessoas ao pavilhão atlântico. Só por isto, a manifestação de hoje, como resposta à manifestação dos professores da semana passada, era um tremendo erro. Uma luta desigual, com um resultado final à partida conhecido.

Todavia, Don Vito sabe, de tanto ouvir dizer, que à semelhança do Compromisso do Luxemburgo que na União Europeia alivia todos os bloqueios institucionais, há no PS também uma velha formula parecida e vezes repetida, “quanto mais a luta aquece, mais força têm o PS”. E foi, justamente, isso que se viu hoje no Porto.

Com um pavilhão a pinha, num calor sufocante e com milhares de pessoas cá fora que não conseguíram entrar, o povo socialista engalanou-se para as anunciadas comemorações dos três anos de governo e foram muitos milhares os que disseram presente à chamada. A resposta (pois é disso que se trata) destes dez mil foi, sobretudo, uma resposta de revolta e um escape de liberdade cívica que, ao contrário do que muito querem fazer crer, também há nos partidos políticos. Na verdade, como há muitos anos não se via, nos últimos dias, assistimos a um movimento crescente, fomentado pelos partidos da oposição e pelas mais retrogadas e anti-sociais associações sindicais, no sentido de condicionar a livre iniciativa do governo e o desempenho constitucional que lhe é determinado pelo mandato e voto popular.

E não deixa de haver alguma triste ironia no facto de uma punhado de professores, mais uma vez, permanecer provocatoriamente à frente de um acontecimento onde, justamente, se estimula e promove a diferença, um comício partidário, só que desta vez eram poucos e estavam envergonhados. Contaram (e bem) com a indiferença de todos aqueles que por entre eles passavam orgulhosos as bandeiras do seu partido. Tirando as televisões, acho que ninguém mais deu por eles. Se foi o ganho da semana passada, então estamos conversados, os cem mil não serviram para nada!

Havia hoje naquela gente do PS um apelo à justiça do Estado, ao sentimento de fazer o que tem de ser feito, doa a quem doer. Os socialistas que, para quem os conhece, são os mais críticos dos críticos, mesmo do seu próprio governo, sentiram uma necessidade de liberdade e uma pulsão de justiça que vão muito para além da militância partidária e que podem ser muito úteis ao PS nos próximos tempos e para as próximas eleições. Do ponto de vista partidário (Don Vito tem as suas fontes) nada ficará como dantes. É por isso que os dez mil valerão, seguramente, mais que os cem mil.

Todos somos plebeus

Domingo, 16 de Março, 2008

À entrada do comício do PS, esta tarde no Porto, uma simples mulher socialista resumia assim muito dos sentimentos dos portugueses nos últimos dias, referindo-se, obviamente, às manifestações dos professores:

“Vim aqui para dar força ao primeiro-ministro, porque é preciso muita coragem e muita paciência para aturar esta canalha”.

O paradoxo dos cem mil!

Quarta-feira, 12 de Março, 2008

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À partida uma manifestação com mais de cem mil (?) professores na rua tinha que culminar na demissão da Ministra da Educação. Pelas razões que aqui descrevi, tal hoje não era possível mas, por outro lado, há ainda uma outra ordem de razão que leva à não demissão, ou dispensa da Ministra, por parte do Engº Sócrates, a saber, o apoio popular.

Na verdade, estou convencido que as políticas do ministério têm uma sólida ancoragem social, quer seja nas famílias com filhos na escola, quer seja na população em geral. Dito isto, não me surpreende, pois, que já hoje, os sindicatos tenham recuado na sua recusa (porque era disso que  se tratava) de qualquer tipo de avaliação  para virem dizer agora que pequenas alterações na grelha de avaliação já é um meio para resolver o problema. Ora, ninguém faz uma greve desta envergadura por causa de uma pergunta a mais ou de uma pergunta a menos numa grelha geral de avaliação, mas por razões políticas ou ideológicas de muito maior alcance.

É evidente que sabendo do interesse que estes sindicatos, mais propriamente, “soviete de professores”, como alguém lhes chamou, têm na melhoria da Escola, dão agora um passo atrás para depois procurarem  dar dois à frente. Não importa. A verdade é que já perceberam que a população não lhes é favorável. Há males que vêm por bem, Sr Primeiro-Ministro.

E se o Paulo Bento fizesse o mesmo?

Segunda-feira, 10 de Março, 2008

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Sei do que falo: A esta professora confiava a educação dos meus filhos!

Domingo, 9 de Março, 2008

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Confiava a este homem a educação dos seus filhos?

Domingo, 9 de Março, 2008

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A contestação dos professores

Domingo, 9 de Março, 2008

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Considero os Professores uma profissão de elevado estatuto e relevância social. Considero e pratico-o: Como aluno, hoje, quem muito admiro e estimo foram meus professores; Como autarca, com aqueles que trabalhei oito anos e mantenho uma relação de amizade, respeito e admiração que vai muito para além desta actividade e como pai, participando na vida da escola dos meus filhos, ajudando e apoiando sempre, repito, sempre, os seus profissionais.

Isto não invalida que tenha hoje também uma profunda discordância no combate que fazem às políticas do Ministério da Educação. A crítica é legítima e o direito de manifestação inalienável, mas a escola é essencialmente um espaço de formação cultural, cívica e de cidadania das gerações que vão ajudar a construir um mundo melhor, mais tolerante e humanizado.

E por isso não posso deixar de assinalar criticamente o que tenho assistido nos últimos dias: Um professor de Famalicão mente e insulta a Ministra na televisão, para passado uma semana lhe pedir desculpas públicas; Um dirigente sindical que quando a Ministra impôs as aulas de substituição veio dizer que era uma medida de ataque à classe porque os professores faltavam pouco, vem agora reivindicar milhões e milhões de euros para pagar os que substituíram os colegas que faltaram; Profissionais de quem é suposto receber-se instrução e educação que se arrastam pelas ruas da amargura de reivindicações de prebendas de classe que não existem em mais lado nenhum e se desmultiplicam em manifestações onde abundam os dixotes , a grosseria, a falta de civismo e a má educação que envergonham tudo aquilo que era suposto pensarmos deles. A escola é muito mais do que as reivindicações de uma classe!

 

Por isso é de saudar muito vivamente a Confederação Nacional das Associações de Pais que veio dar total apoio às políticas do Ministério da Educação. A escola como organização e como produtora de resultados formativos está hoje incomensuravelmente melhor do que estava há três anos atrás e ninguém como os pais para sentirem isso bem de perto.

É bom lembrá-lo para que tudo não fique pela espuma da contestação.

 

 

Ainda dizem que nada muda!

Sexta-feira, 7 de Março, 2008

Tenho reparado, já há alguns dias, que as coisas mudaram muito desde que deixei a escola.
Não no sentido do aumento de preços, ou da tão falada globalização ou outra coisa qualquer “culpada” por tudo de mal que acontece, mas na atitude matutina de quem vai trabalhar.
Antigamente as pessoas, de manhã, deslocavam-se para o trabalho com aquela cara de enterro de quem não estava a disposto a sair da cama quanto mais de casa. Iam no comboio deprimidas, a pensar no dia duro que se avizinhava. Ou então iam a dormir, para compensar o acordar de madrugada.
Quando voltavam para casa observava-se o contrário. Os sorrisos de alívio e as conversas animadas mostravam a satisfação de voltar para casa, de deixar para trás o chato do patrão e tudo o que se relacionasse com o trabalho.
Hoje em dia a coisa muda de figura. Só eu é que não mudei. Porque quero ir “xoxa” para o trabalho e voltar com o sorriso. Mas 5 minutos depois de estar no comboio acaba-se o meu sossego, desvanece toda a possibilidade de dormitar, de me preparar psicologicamente para mais um dia.
Devo ser a única a querer esse sossego. Todos os outros entram com o espírito exaltado. As suas conversas são piores que as cerejas e os 40 minutos destinados à compensação do meu sono acabam por ser insuportáveis, constantemente interrompidos por gargalhadas e conversés sobre os filhos, namorados, escolas, trabalhos e sei lá mais o quê.
Quando volto para casa, com aquele sorriso de orelha a orelha, lendo o meu livrinho de bolso e explicitamente animada por nenhum motivo especial, senão o simples facto de ir para casa, vêm eles cabisbaixos. Tristes por estarem de volta, o silêncio precioso de manhã proporcionam-me à noite! Tudo bem, aceito. Sempre leio com serenidade. Mas se eles experimentassem esse silêncio de manhã…Ai, isso sim!
Mas a minoria perde e vou ter que continuar a ir para o trabalho nestas condições desumanas.
As coisas mudam e as pessoas afinal não andam assim tão deprimidas, andam?

A peçonha de Menezes

Quinta-feira, 6 de Março, 2008

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Até o mais troglodita dos comunistas - sr professor, que há mais de trinta anos não dá aulas, Mário Nogueira - despreza a companhia de Menezes. Vade Retro!