Arquivo do mês de Dezembro, 2007

Porque demoraste tanto ASAE

Sábado, 22 de Dezembro, 2007

Invariavelmente (ao contrário de fnv eu não acentuo os advérbios) nas minhas ementas das Festas nunca faltam os pinhões. Adoro pinhões! Antes de mais é deles que me lembro quando me falam da quadra. Até há uns anos atrás não passava sem uma “enfiada”. Depois descobri que os pinhões eram espetados por uma agulha que ficava mais escorregadia se a velha pinhoeira a passasse pelo cabelo e a untasse de reluzente sebo. Ainda hoje, traumatizado, me arrepio só de escrever isto. 

À badalhoquice, os parvenue do pensamento urbano burguês, chamam-lhe tradição! 

Como os europeus se sentiram nos últimos seis meses!

Sexta-feira, 21 de Dezembro, 2007

Quem é o país que vai presidir agora à União Europeia ? 

Zittau, a Europa de que eu gosto!

Sexta-feira, 21 de Dezembro, 2007

Foi aqui, nesta pequena cidade da Alemanha que faz simultaneamente fronteira com a Polónia e a República Checa, que José Sócrates Prada encerrou com chave de ouro a presidência portuguesa da União Europeia. Foram abolidas as fronteiras para muitos milhões de habitantes que agora podem circular livremente em todo o espaço comunitário de Schengen. Detesto fronteiras e passaportes, por isso de cada vez que tinha que mostrar o bilhete de identidade para entrar em Espanha, exibia o cartão do Benfica. Os portugueses sabem bem o valor que isso tem quando a liberdade de circulação por cá se chamava “ir a salto”. Parabéns a António Costa que, enquanto Ministro da Administração Interna, encarregou uma empresa portuguesa de conceber um mecânismo informático que acelerasse aquilo que alguns países ainda queriam retardar.

Juíz em causa própria, pode ?

Sexta-feira, 21 de Dezembro, 2007

Só os juízes de carreira do tribunal constitucional votaram a favor da inconstitucionalidade da lei do novo regime de vincúlos, carreiras e remunerações da administração pública.

Sócrates Prada no Libération

Quarta-feira, 19 de Dezembro, 2007

 

O nosso primeiro-ministro José Sócrates “Prada” deu uma entrevista ao Libération , dissertando sobre o socialismo dos tempos que correm, a dado passo “prada”, afirma que ser socialista hoje é ser pela igualdade.

Não meu caro Engenheiro! Com o devido respeito à inovação doutrinária que conferiu aos suchas “maconde”, a luta pela igualdade é mais “alpercatas” que abundam lá para as bandas da Soeiro Pereira Gomes. Devia antes ter dito que ser socialista hoje é uma luta permanente contra a desigualdade. Faz toda a diferença. Pradas…

Sarkozy e Carla Bruni

Segunda-feira, 17 de Dezembro, 2007

Se o crescente fascínio de mulheres bonitas por homens feios e atarracados  me discrimina, já o fascínio delas por homens mais velhos me dá algum alento.

A grife Louis Vuitton

Segunda-feira, 17 de Dezembro, 2007

“Até que enfim que dou com este estaminé, caramba !!”

Luís Rainha

Tratado de Lisboa

Sexta-feira, 14 de Dezembro, 2007

 

O Tratado de Lisboa é o Tratado Reformador da União Europeia. A partir de agora, todas as escolas básicas e secundárias, universidades, parlamentos e instituições das mais diversas proveniências, vão falar dele. Nunca Portugal e a sua capital, Lisboa, foram tão referenciados como o vão ser a partir de agora, sobretudo, nos aspectos que  dizem respeito ao estudo e à discussão sobre o processo de construção europeia.

 Na história da Europa política só há dois momentos (ou três, incluindo talvez  o compromisso do Luxemburgo)  como este, a assinatura do Tratado Fundador, em Roma, (e do qual ainda há pouco assinalámos os 50 anos) e o Tratado de Maastricht que também ele imortalizou uma pacata cidade holandesa na fronteira entre a Alemanha e a Bélgica e do qual nasceu a União Europeia.

Na história, salvaguardando, claro está, a dimensão e importância de cada um, Lisboa ficará assim, justamente, ao nível de  grandes acontecimentos mundialmente conhecidos: Orleães, Constantinopla, Trafalgar, Waterloo, Normandia e todos esses marcos assinaláveis da nossa vida colectiva.

O Tratado de Lisboa, em bom rigor, vale mais como elemento simbólico, do que como elemento de conteúdo. É verdade que o processo de decisão se simplificou, como era necessário numa europa quase a trinta e é verdade também que, simplificado o processo decisório, as perspectivas de relançamento da agonizante economia europeia ficam agora mais facilitadas, mas, de facto, o valor do Tratado de Lisboa é a sua perpétua referência histórica. O que para um país com excesso de melancólica identidade, com dúvidas sobre a sua real e verdadeira inserção no projecto comunitário e sempre tão céptico em relação à solidez do seu futuro colectivo, não pode ser negligenciável.

Viva, portanto, Lisboa, também esta, a da perenidade histórica. 

Foi bonita a festa, pá

Sexta-feira, 14 de Dezembro, 2007

Besitkas, hoje, o Porto que conta é do Benfica

Terça-feira, 11 de Dezembro, 2007

A diferença

Segunda-feira, 10 de Dezembro, 2007

Nada puxa mais pela minha, mediocre, inspiração doutrinária de esquerda, do que uma boa discussão sobre a escola. A escola é, de facto, para a direita pasto para toda a demagogia. Foi, há dias, a discussão sobre as vantagens da escola privada em relação à escola pública (como se os alunos filhos das elites nacionais que frequentam o Colégio Moderno deixassem de ter boas notas por serem colocados numa escola pública da Cova da Moura), agora é a discussão sobre o PISA que até este basbaque, nas páginas do expresso, se deu ao ridículo de produzir umas graçolas.

Como muito bem explicou o Hugo, Portugal tem maus resultados porque tem muitas retenções, já que os resultados dos alunos que transitam de ano posicionam-nos, sensivelmente, ao nível dos restantes países da Europa. Quer isto dizer que a solução para as nossas baixas qualificações está em fazer transitar de ano, administrativamente, toda a gente ? É claro que não!

A solução (que levará décadas a atingir) passa, sobretudo, por fazer com que ninguém tenha que ficar retido. Isto tem a ver com as condições sociais e económicas do país, tem a ver com mobilidade social e tem a ver, ainda,  sobretudo, com as famílias.

A retenção é um  reflexo de segregação social e cava cada vez mais o fosso de uma sociedade dualista, geradores de todos, ou de muitos, males sociais das sociedades modernas.

Há trinta anos atrás, quando entrei para o ciclo preparatório, nenhum dos meus colegas que começaram a “chumbar” no 5º ano (1º ano do ciclo) alguma vez recuperou a escolaridade ou alcançou uma profissão tecnicamente qualificada. Uns foram para serventes de pedreiro, outros para fábricas metalúrgicas de mão de obra intensa.  Têm, quase todos, uma vida profissional e familiar ao nível da expressão e do rendimento médio do país. Não é mau, embora, justamente, pudesse ter sido ainda melhor. Hoje, com a estrutura de qualificações profissionais que o mercado exige, não há, de facto, lugar profissional para as retenções. A não ser as portas das discotecas…

Boa justiça, a do tempo!

Segunda-feira, 10 de Dezembro, 2007

Há uns anos atrás, na década de 80, as imagens de Kadhafi e Fidel Castro, por exemplo, causavam-me enorme repulsa. Abominava tudo o que representavam, via-os como poderosos mensageiros da servidão humana. Muitas vezes desejei a sua capitulação, captura ou morte, até.

Hoje, ao vê-los, sinto-me totalmente indiferente! Apenas vislumbro dois velhos ridículos. E não há, para mim,  maior castigo para a dignidade humana do que continuar a viver exposto assim. 

Tanto povo!

Segunda-feira, 10 de Dezembro, 2007

Questionado ontem sobre a possibilidade de países como a Líbia se tornarem democráticos, Kadhafi, que governa o país há quase 40 anos, respondeu:

“Vocês não nos compreendem, nestes países é o povo quem governa, é o povo que está sentado nas cadeiras”

Longe e largo…

Quinta-feira, 6 de Dezembro, 2007

Depois das maternidades, das urgências, das escolas, eis que chegou a vez de os Tribunais serem postos bem longe das populações, pelo menos das populações que têm o azar de viver nas berças.

De resto, tão mal anda a Justiça que pode ser que, assim, as coisas se endireitem, afinal, coração que não vê, coração que não sente - e não vendo (sentindo) as agruras de andar com a cruz de um processo às costas, pode ser que nos nasçam asas. Daquelas bem branquinhas, que dá vontade de depenar. E que deixemos de necessitar de Tribunais.

Com efeito, não restem dúvidas de que, mais cedo ou mais tarde, as máfias alternativas à Justiça tomarão conta dos locais não eleitos (no caso, futuro este, de nascente, selvagem).

Porque, cheira-me, as populações não estão para pagar os inconvenientes de ver a sua Casa Grande transformada num armazém de papéis, à qual os juízes virão esporadicamente realizar julgamentos.

Eu, para já, vou ter que tentar convencer os meus clientes que mais vale pagarem-me os honorários e os quilómetros da deslocação ao tribunal mais próximo, e assim poderem usufruir dos meus excelsos serviços, do que mudarem para um advogado que tenha a fortuna de estar domiciliado ao pé de um qualquer super-tribunal.

Tudo isto a propósito da reforma do sistema judicial português, que o Governo vai apresentar em breve, a qual prevê a conversão das 230 comarcas no País em 35 super-tribunais regionais. [Fonte: Lusa]

Voltarei a este assunto.

Mais tempo livre para o pai

Quinta-feira, 6 de Dezembro, 2007

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O programa Prós e Contras da RTP abordou uma dimensão ainda um pouco esquecida nas políticas sociais em Portugal, o apoio à natalidade e às famílias com filhos. E dentro desta dimensão, pouco se falou também, da primeira e mais urgente medida de política pública - o aumento da licença de paternidade. Paradoxalmente e, justamente, ao contrário do que é habitual, hoje, em matérias de filhos e natalidade, devem ser os homens o público alvo. Na verdade, o aumento da licença de paternidade traz melhorias insubstituíveis nos mecanismos de conciliação entre a vida profissional e familiar e ao ambiente amigável da família. A pressão do mercado de trabalho tende a afastar, cada vez mais, os homens da responsabilidade familiar e, por isso, a desigualdade entre homens e mulheres validada socialmente, em vez de se atenuar, tem vindo a agravar-se. Mais tempo livre para os pais é pois uma boa medida de apoio familiar. É uma necessidade que me parece óbvia, mas será que nos agrada ?

* procurei ilustrar o post com uma foto que lhe desse expressão, não encontrei. Et voilà. Só se for aqui o prendado que tenha alguma
** Pode, à primeira vista, parecer que não, mas cai que nem ginjas. O prendado.