Arquivo do mês de Dezembro, 2007

As melhores Séries - Review/Preview #3

Domingo, 30 de Dezembro, 2007

Retomando a Contagem:

5º Lugar: Diz Que é uma Espécie de Magazine

O humor insubmisso e deliciosamente naif dos camaradas Gato continua a fazer sombra. Corrosivo mas educado, Inflamado sem ser brejeiro, e Inteligente, este projecto terá futuro, pelas mais que dadas provas de talento e pela aparente perspicácia com que os gatos gerem a sua carreira.

Sinopse da 3ªa Série: Regozijem-se os fãs da Série. Os felinos mais estimulantes da televisão voltarão a gravar em Portugal..hmm.. na Madeira. A próxima série assumirá o formato de bailinho local e chamar-se-à “Diz que é uma espécie de Ditadura”. Depois de 5 episódios (de 2 a 7) em que pouco mais farão do que mímica, ao 8º programa, sem mordaças e com equimoses em toda a superfície corporal, os 4 criativos farão uma emissão em directo de discos pedidos! A não perder!

(to be, not necessarily, continued)

As melhores Séries - Review/Preview #2

Domingo, 30 de Dezembro, 2007

Previously in Bada Bing:

Jack Bauer enfrenta Pintos Lusitanos - 24, a série do ano.

Gregory House em palpos de aranha ao Serviço de Correia de Campos - House, medalha de prata

Que se continue, então, o enterro a 2007

 

3º Lugar: Prison Break

Scofield, Lincoln, Sucré e o resto da malta levaram-nos dentro de uma prisão de alta segurança e tiraram-nos de lá. À custa de centenas de produções de Hollywood que inevitavelmente nos vão bombardeando a verdade é que nada do que nos foi mostrado nos surpreendeu de facto. Continuamos a ter uma percepção muito enviezada da choldra, e o grande pecado da série é a quantidade de clichés em barda uns enfiados a seguir aos outros. De qualquer forma aquele amor fraterno basilar, apesar de em segundo plano, comove. Depois de dois ou 3 episódios, e com a sensibilidade devidamente anestesiada, estamos prontos para embarcar.

Sinopse da 4ª série: Regozijem-se os fãs cá da Terra. A 4ª série do moço Scofield é passada em Portugal. Corre o ano de 2010. Por fumar inadvertidamente no átrio de uma fábrica de papel, Scofield, assumindo a identidade de José Barroso, vai dentro de novo. Depois de 5 episódios com ecrán a negro (2 a 7), já que o rapaz é colocado na solitária (parece que fumava Gigante), a série dispara a ritmo vertiginoso. Scofield mantém a estranha propensão para se relacionar com a escória das escórias do estabelecimento prisional de Pinheiro da Cruz. De imediato engendra o seu plano de fuga, estabelecendo um esquema baseado no corte selectivo de alguns pelos púbicos. O plano passa por se associar a Jorge Nuno Costa - “o papa” e R.Teles - “o tutti-fruti”, dois dos bandidos mais temidos. Conseguirá?

4º Lugar - Outubro/Dezembro

Apesar de anos a fio de emissão ininterrupta esta série continua a aquecer o coração de milhões de Portugueses. A agremiação SCP continua imparável nas séries de jogos distante do triunfo. Escolhemos esta série de 5 jogos como poderíamos escolher uma outra qualquer, já que foram inúmeras durante o ano cessante. Quem se esquece de pequenas “delicatessen” como as que nos proporcionaram Polga ou Patrício no episódio Leiria desta história deslumbrante?

Sinopse da Enésima Série: A última série terminou com uma vitória ante o temível Louletano, mas outras tormentas que tais se perfilam a bombordo. Fiel aos seus principios, esta é a série segura, sem emoções fortes, mas com garantia de estabilidade. 2008 trará mais umas quantas séries de jogos do SCP sem vitórias, para gáudio das plateias. Lá para Dezembro o Levezinho prometerá, de novo, voar para outras bandas, e com Tranquilidade, tudo se resolverá no Gulag de Alcochete

To be (eventually) continued…

As melhores Séries - Review/Preview

Domingo, 30 de Dezembro, 2007

A fruta da época é a revisão.

Entranha-se em nós um tal desejo de olhar para tras à medida que Dezembro se desfaz em cinza que só encontra paralelo na fúria “postadora” do venerável JPP (Abrupto).

No Bar de má fama que é nosso não fugimos ao apelo. Acima de tudo somos “bloggers”, essa nova espécie que caminha para a mutação, que se sente invadida de omnisciência mais que suficiente para saber e falar de tudo. Nada mais interessa a um blogger senão isso mesmo: Ser blogger, poder esfregar nas fuças do mundo a nossa superioridade intelectual e sensitiva, dizer a todos: Não me conhecem melhor? Azar o vosso, vocês é que perdem! Coitadinho de mim tão abandonadinho e tão injustamentezinho categorizadozinho com sufixozinhos diminutivozinhos.

Aquilo a que o Bada Bing se propõe, agora, é uma sucinta revisão das séries televisivas que deram mais brado (sou blogger, posso usar tantas expressões idiotas quantas quiser) no ano que se extingue, e ir um pouco mais além, oferecendo aos eventuais leitores, uma sinopse das novas temporadas.

Eis a Lista:

1º 24

Jack Bauer inigualável ministro de todos os pelouros morais da sociedade ocidental. O homem entusiasma de facto. Morre, ressuscita, decapita, pensa, sofre. Numa cadencia ininterrupta de emoções. Impossível parar de ver, de facto. Assumo o vício.

Sinopse da 7ª série: Regozijem-se os fãs lusitanos. A sétima série passa-se precisamente em Portugal. O cenário é a Invicta. Pinto Monteiro, desesperado com a escalada de violência na bela cidade ribeirinha consegue um extraordinário protocolo entre a GNR local e a CTU, que, de novo incomodada com o facto de Jack solucionar todos os problemas opta por desterra-lo para Portugal. Depois de 5 episódios (2 a 7) passados na América do Sul por ignorância dos argumentistas Jack aterra finalmente em Portugal. Não querendo deslindar muito sobre o que poderão ver em breve, apenas revelamos que Jack se verá cercado de “Abéis” pouco competentes, terá a sua vida ameaçada como nunca (Será que sobrevive) e se verá numa teia de Pintos difícil de desmontar

2º: House M.D

Irascível, Intratável, Arrogante e Manipulador, Gregory House revolucionou o entretenimento televisivo como há muito não acontecia. Dono de conhecimento universal, faz-me rir como poucos, e não admito a ninguém que sugira que aquilo é uma personagem e que Hugh Laurie não é nada assim.

Sinopse da 5ªa Série: Regozijem-se fãs Portugueses. A nova Série é passada em Portugal. Cuddy não consegue sustentar mais a pressão e deixa cair Gregory, cujo maior problema (tal como Jack) é resolver todos os Problemas. Num fantástico Golpe de ASA, e não aguentando mais a contestação, Correia de Campos consegue fazer contrato com este médico, então destacado para fazer SAP na Alijó. Depois de 5 episódios (2 a 7) em que a acção é escassa e House não consegue ofender ninguém, debeladas as diferenças linguísticas, a série volta à qualidade que nos habituou, com House a escarnecer as futilidades do dia a dia hospitalar, a fazer um diagnóstico brilhante que levanta da cadeira de rodas um homem imóvel há 35 anos ( que comenta com a filha “nem me auscultou, o cabrão do franciú!”), acabando, esta série (perdoem-me a inconfidência) com House a ser deportado de novo para os Estados Unidos, depois de 37 noites de vigília da população local (e Paulo Portas) a pedir o regresso do clínico anterior, esse sim, muito simpático, nunca se negando a passar nenhuma receitinha.

(To be Continued)

A.A.

Domingo, 30 de Dezembro, 2007

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Era algo de irreprimível.

Desde a primeira pratada sob a hóstia, a coisa apanhou-me.

Um dia, tinha eu seis anos, no restaurante do Edmundo, onde ia aos almoços de Domingo com os meus pais, não resisti a colocar o prato do pão debaixo do queixo lambuzado do senhor Eleutério, presidente da junta. Corpus Christi. Levei tantas no focinho, do senhor meu pai, secretário da junta, que ainda hoje me sobram alvéolos dentários vazios. Não só mos arrancou, a murro, aos dentes, e ainda eram de leite, como me há-de, por certo, ter rogado a praga da Vénus de Milo com braços - nunca mais os caninos floresceram.

O tempo passou. Ao meu pai, o diabo o carregue, que a pá da vaca, o dinheiro nunca deu para mais, exige dentição sólida, ao meu pai, dizia, deu-lhe um tremoço, hoje trombose, e ficou incapaz de me ir aos molares e incisivos, bênçãos do meu estômago.

E pude dar largas ao vício.

Acolitei por onde pude. Acolitei, acolitei, acolitei. Até na capela dos lampiões, ao tempo da senhora Prieto. Tenho no meu curriculum vitae a baba do Eusébio na manga da minha t-shirt dos Scorpions - não havia por ali nada que se assemelhasse a uma bandeja, despi a t-shirt e não fui de modas. Acolitei de pano.

Nos dias do Senhor e nos de belzebu. Acolitar. Acolitar sempre. Era o meu lema.

Desgraçado, fui arrumar carros para o Bairro. Destroce, destroce. Quando vinha a moeda, sacava do cesto do ofertório. Aos bêbados arriscava um ego te absolvo.

Em claro desafio à lei do “se acolitar, não conduza”, acolitei e conduzi. Acolitei em hospitais, perante os olhares de recriminação dos doentes, os de profissão e os mesmo. Acolitei em espaços fechados. Acolitei contra legem.

Um dia, Deus me perdoe, a minha mãe apanhou-me a acolitar-me. Mesmo na altura do “ai jesus que me acolito todo”. Ainda assim acolitei até ao fim. É difícil acolitar a pilinha com a direita, enquanto ostento a vela acesa na esquerda. E o cilício a doer, tão bom - não dava para parar. E o acolitus interruptus dói de ir aos infernos. Nunca mais olhou para mim da mesma forma.

Um primo meu, médico de ofício, falou-me nos A.A., associação recém-criada nas imediações da Sé de Braga. Mudei-me de armas e bagagens para a cidade da Bragaparques, deixando para trás toda uma vida de pão sem fermento.

Hoje, 30 de Dezembro de 2007, ergo-me entre os meus iguais, companheiros de ex-sacristia, e com orgulho proclamo:

- Chamo-me afixe, sou Acólito Anónimo, e não acolito há quarenta dias e quarenta noites.

À mais bela diáspora

Sábado, 29 de Dezembro, 2007

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Don Vito e Nicholas Edward

Espírito da Quadra

Sábado, 29 de Dezembro, 2007

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Don Vito e Nicholas Edward desejam a Afixe e Gibel, digníssimos representantes dos 327, perdão, 326, apoiantes do signatário em epígrafe, os maiores êxitos (cof, cof, cof…) para o ano de 2008.

A propósito da CGD, Faria de Oliveira, Manuel Pinho, Militância e miudezas desta Sorte

Sábado, 29 de Dezembro, 2007

Continuamos a viver, pensar e agir em politica como se fosse legitima a cegueira da paixão futebolística aplicada à liderança de um país. Já nem faltam as claques organizadas!!

Sonho com o dia em que ouvirei no parlamento:

“Os vencedores também se fazem de vitórias suadas, e duvido que os meus opositores, se fossem tão incompetentes como eu, conseguissem ganhar estas eleições. Eu e a minha equipa temos estofo de campeões

Nesse dia sim, tudo se torna mais transparente.

Pelo amor de qualquer coisa: Um pouco de pudor!

pálida

Sábado, 29 de Dezembro, 2007

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Death in the sickroom, Edvard Munch

voltei de lá. belisquei-me com cuidado ao decidir reentrar - ainda me lembrava de como tinha sido havia pouco mais de dez anos. o cheiro da morte. da espera da morte. agora já não. havia de estar toda a gente a rir. havia de ter sido só um sonho mau. dez anos. que seria feito do meu pai, fígado marinado, morto por certo. a minha mãe, agarrada ao caixão, sem vida própria, feliz por ser a escolhida pelo casamento, entre as teúdas e manteúdas, pobres delas, herança em vida, deserdadas na morte, não como ela. ela era. bati à porta. ao de leve. dez anos. morto e enterrado. já tinha passado tempo que chegasse para descerem aquela podridão às entranhas fecundas da terra. para que floresça em malmequeres. bati. nada. bati outra vez. passos. recuei. abriu-se a porta para a escuridão. OU PARA A LUZ. entra, minha filha, olha a vírgula, outra, entra. onde raios te meteste. temos mais que fazer. discurso directo, coisa difícil de ler, ainda para mais num blog, que se quer coisa leve e divertida. vírgulas que avisam que foram e que são.

ENTREI.

carpideiras em cada canto. as mesmas de há dez anos. choramos por dinheiros. xis cêntimos por lágrima. euros por gritos de pesar. o mesmo cheiro nauseabundo. a morte cheira sempre igual. o caixão. ao canto. branco de pesar. que quando o pesar é intenso o esquife quer-se branco e de meio metro. ou ao contrário. será melhor. reformulo. que quando o esquife é branco e de meio metro o pesar quer-se intenso.

olhei para o caixão.

ENTREI.

lá dentro, de onde tinha fugido, havia dez anos, estava eu. morta por enterrar. anã ou bebé. não sei precisar. mas pequena. demasiado pequena para morrer. percebi, enfim, que havia fugido da minha própria morte. e deixado aquelas pessoas paradas no tempo. há espera do seu morto.

POR CHORAR.

bADA bING!

Sem perdão

Sexta-feira, 28 de Dezembro, 2007

1)A infinitude da fotografia escolhida, a empurrar o nosso primeiro para baixo.

2)A coincidência, inqualificável, de colocar uma fotografia de emergência médica em cima da Benazir

3) O regresso sem votos de um Bom Natal, a todos os ilustres companheiros de copo.

PS: Don Vito, és, sem dúvida, o melhor blogger do bar, sem necessidade de assumir o papel do Patinho Feio. Assim te saibamos decalcar o profissionalismo.

4) colocar PS e Don Vito separados por dois pontos. :)

Urgência/Emergência/Incompetência

Sexta-feira, 28 de Dezembro, 2007

A propósito do encerramento de 5 unidades e cuidados de Saúde às 00h, e agora que a BOA decisão foi tomada, é preciso que se faça o que deveria ter sido pré-requisito. Na verdade, e por mais que custe às populações ver-lhe retirado o acesso (demasiado) fácil a uma unidade de saúde, é verdadeiramente incomportável manter um espaço aberto, com condições minimamente capazes de solucionar problemas, quando a média de visitas durante o período nocturno se coloca entre os 2 e os 5 utentes. Mais interessante (e exigente, bem sei) seria fazer um cruzamento desta valorização quantitativa com os motivos que levam as pessoas às urgências. Seria lícito e razoável pensar que às 5 da manhã de um qualquer dia vai à urgência quem subitamente se viu acometido de grande desconforto, mas houvesse triagem de Manchester em todos estes SAP ou Hospitais e rapidamente se perceberia que:

1) Aproximadamente 80% dos utentes (face aos 90% do período diurno) vão com problema não urgente (muitos com mais de 7 dias de evolução)

2) A manha do português de gema é ir às 5 da manhã porque terá menor tempo de espera para atender a sua unha encravada (é vê-lo reclamar quando o enfarte das 5h05 lhe passa à frente, logo dele, que teve que se levantar ás 4h30 para que o médico mal-humorado (estes gajos burgueses, gordos e ricos são sempre mal humorados) o visse mais depressa).

Contudo o problema não se esgota aqui nem nenhuma das facções envolvidas (povo/governo/Ministério/ARS’s/médicos) lhe passa impune.

Parece-me inquestionável que:

a) existe utilização abusiva e absurda das estruturas prestadoras de cuidados médicos. Culpas óbvias aos abusadores, mas não menos óbvias a quem tem o dever de os (in)formar , aos cuidados de saude primários (médicos de familia, ARS como entidade supostamente estruturadora destes serviços). Menos óbvia mas importante: a questão multidisciplinar e sociológica da crescente desresponsabilização de cada um face à própria saúde ou dos entes tutelados: desde quando qualquer embriaguez, diarreia ou espirro tem de ir à urgência (ou de como os meus pais me criaram em perfeita espiral de insanidade e risco)

b) se se opta (e reforço: BEM) pelo encerramento e re-estruturação de unidades do SNS seria mandatório que fossem criadas as condições necessárias para servir a população, nomeadamente a formação efectiva de pessoas para cuidados pré-hospitalares durante o transporte (agora presumivelmente mais longo) do doente ao hospital. A solução SIV (Ambulâncias com tripulante e enfermeiro com formação especifica de 3 meses, para Suporte Imediato de Vida) é boa mas mal planeada. Porque não pensar-se em fazer um curso efectivo de paramédicos? Claro que nada disto se faz em 6 meses..

Benazir e a esquerda blogosférica

Sexta-feira, 28 de Dezembro, 2007

A esquerda blogosférica de marca não é, na doutrina, a boa esquerda. É politicamente panfletária e está impregnada de todo o arcaísmo ideológico. Na realidade, a esquerda blogosférica é constituída, quase em exclusivo, por minorias intelectuais obsoletas. Basta percorrer dois ou três desses blogues para perceber o embaraço político com a morte de Benazir Bhutto.

O que é que a Cimeira das Lajes poderá ter a ver com isto ? Devem interrogar-se minuto a minuto. Na ausência de resposta, vão oscilando entre a manha e o assobio . Agora que o atentado foi reivindicado, vão deixar orfã a frase de Benazir Bhutto que todos deviam repetir: ”Os Assassinos Não Vencerão!”

Benazir viveu como morreu, intensamente!

Sexta-feira, 28 de Dezembro, 2007

Sócrates, precisas de remodelar !

Quarta-feira, 26 de Dezembro, 2007

 

Don Vito, que da vida não conhece apenas a realidade do power point, sabe que as coisas têm que ser assim, frias, implacáveis e com a dose necessária de crueldade!José Sócrates é um excelente primeiro-ministro, mas tem um governo fraco. A solução passa, pois, por remodelá-lo. E antes que este promova mais um inquérito com vista à remodelação, aqui vai a minha.José Sócrates deve substituir os maus ministros, mas também os bons. Os maus, porque são maus, os bons porque só podem piorar. Os ministros que são bons e devem continuar são, Teixeira dos Santos, Luís Amado, Pedro Silva Pereira e Augusto Santos Silva. Os ministros que também são bons mas, ao contrário, devem sair são:

- Maria de Lurdes Rodrigues (a melhor ministra deste governo) fez um trabalho hercúleo num sector onde impera o “fartai vilanagem” e por isso tem sobre si os ódios de todas as corporações do sector o que a impede, na prática, de fazer o que quer que seja mais até ao fim da legislatura. E as corporações da educação são vitais para o PS almejar alcançar a maioria absoluta em 2009. Para o seu lugar a minha escolha é António José Seguro, presidente da comissão de educação da assembleia da república, um adversário temível de Sócrates e daquilo que forem os despojos da sua liderança. Politicamente é um desafio para ambos e uma boa solução para o país.

 - Alberto Costa é um bom ministro, inteligentíssimo, mas não brilha e o sector precisa de quem o saiba explicar à população e, sobretudo, de quem o saiba fazer brilhar. Vital Moreira, tout court, seria a boa solução!

 - Mário Lino é um bom ministro, bem preparado e competente, mas também devia sair, a sua postura errática descredibilizou algumas das boas soluções de infra-estruturas para o país. José Junqueiro, político hábil, preparado e com excepcionais dotes de homem do aparelho, faria um bom lugar para o PS e também para o país.

- Severiano Teixeira, ministro da defesa, o político mais maçadoramente palavroso, logo a seguir a Ana Drago, também devia sair. Maria Jesuína Bernardo  Carrilho, deputada e ex-modelo de Valentino é a escolha acertada, daria um fantástico toque de charme nas visitas a quartéis e em paradas militares, ajudaria muito a imagem de autoridade do Estado exercida por uma mulher, sobretudo, nestes dois últimos anos de mandato em que a contestação e a desinstitucionalização tendem a ganhar força. Ainda há poucos dias uma figura assim desenhada ganhou as eleições presidenciais na Argentina.

- Vieira da Silva é um excelente ministro mas devia mudar de pasta.

 - Correia de Campos é outro dos excelentes ministros que devia sair, aqui não é tanto a oposição das corporações, como a má imagem que tem junto da opinião pública, está associado a tudo o que é eliminação (na forma tentada) de desperdício no Estado, logo, tem a oposição de todos, ou seja, dos de fora e dos de dentro também. Deve sair, para o seu lugar, a minha aposta seria Vieira da Silva, uma óptima escolha. É um homem rigoroso, competente, sereno e dialogante, ideal para a pasta difícil da saúde.

- Jaime Silva, ministro da agricultura deve sair, não porque não seja um bom ministro, mas, sobretudo, porque não gosta de agricultura, de agricultores e de portugueses, em particular e, de socialistas, em geral . Para o seu lugar uma jovem estrela em ascensão (não, não é Marta Rebelo), Afonso Candal. É muito inteligente e bem preparado politicamente. Não percebe nada de agricultura - o que para um sector que tem mais funcionários do que destinatários de políticas, até pode ser uma grande vantagem. Fuma, mas aprovou a lei contra os fumadores. A seguir com atenção!

Agora os ministros maus que devem sair:

 - Nunes Correia, ministro do ambiente é um soporífero aselha, João Ferrão ou Humberto Rosa secretários de estado dariam, ambos, excelentes ministros ou então Marta Rebelo. Sim, a partir daqui já pode entrar Marta Rebelo!

- Rui Pereira, nem aquece, nem arrefece, o sector precisa de mais músculo, José Magalhães faria um bom lugar, com ele não haverá polícias em greve, de certeza. Se necessário vestirá farda, de intendente. É, por isso, a melhor escolha! Marta Rebelo também fazia uma perninha aqui se não tivesse prometido largar a mini saia.

- Manuel Pinho deve ser substituído, não por alguém em especial mas, sobretudo,  por alguém que não venha da banca, da gestão de empresas públicas ou que seja economista universitário com ligações aos grandes grupos económicos do tempo do condicionamento industrial. Também, à cautela, não deve ser nenhum dos homens dos espanhóis que por cá há. Marta Rebelo, porventura. O problema são os sapatos Prada,  italianos.

- Para a Solidariedade Social e Trabalho, Victor Ramalho é uma excelente escolha, seria a minha, porque não sei se Marta Rebelo é pelo aumento da natalidade, ou sequer pela dita, mesmo. Pelo sim pelo não, fica a sugestão do primeiro.

- Para a Ciência e Tecnologia - agora sim - Marta Rebelo, definitivamente, sempre lá tem que estar alguém.

- Para a Cultura, Isabel Pires de Lima! Não faz nada, nem é preciso, nem sequer Marta Rebelo. 

Na ausência, eventual, de Marta Rebelo (que conta já com os apoios não negligenciáveis de Victor Baptista e Miranda Calha) José Sócrates precisa ainda de um ministro-adjunto que articule o trabalho do governo com o trabalho do partido. Desde que Jorge Coelho desapareceu numa manhã de nevoeiro que o partido tem um pai ausente, um filho de sabática a estudar no estrangeiro e ninguém sabe do espírito santo. Ascenso Simões, secretário de estado da protecção civil, seria a boa escolha. 

Este é o governo remodelado que Sócrates, com  renovação das propostas políticas que cada um dos novos protagonistas é capaz de executar, necessita para ganhar, com maioria absoluta, as eleições de 2009. É só vir ao Bada Bing! 

Feliz Natal

Segunda-feira, 24 de Dezembro, 2007

 

aos meus estimados companheiros bloguers que, pura e simplesmente, me desprezam aqui. Com requintes de malvadez, insistem em deixar-me prostrado, dia após dia, apenas para vincarem a sua superior capacidade de blogar. O importante é que gosto deles, pronto. E deste quadro também que Dali pintou para assinalar as descobertas de Colombo. Mais mundo, mais povos, gente próxima. É como eu me sinto desde que vos conheci. Este presente é para vós, este é o meu potlatch.

Os presentes para as senhoras

Domingo, 23 de Dezembro, 2007

 

seja em que circunstância for, são de dar em doido. Durante semanas, como alguém dizia, deixam-nos claras insinuações sobre o que pretendem. Se acertamos, criticam-nos a falta de originalidade, se erramos, a falta de atenção. Por isso é que eu, à cautela, já há uns tempos, compro sempre os presentes para oferecer a mim próprio e oferecendo aos outros coisas que também me dão jeito (já tenho ali uns dvds de uns concertos que há muito pretendia ouvir), mas, obviamente, com a indicação de outro destinatário. Este ano, para a senhora, optei por uma solução bem menos prosaica, comprei algo que sei de certeza que não lhe serve. Assim,  posso, pode sempre trocar.