Os perigos das cifras
Sexta-feira, 30 de Novembro, 2007A que partido se referirá este? É que a coisa encaixa que nem uma luva no do Gil Garcia.
A que partido se referirá este? É que a coisa encaixa que nem uma luva no do Gil Garcia.
A verdade é que, para além do tempo, faltam-me inspiração e indignação, que isto de escrever em blogues tem de levar q.b. de tais elementos. Outra verdade é que o aspecto do blogue estava assim a modos que pró copinho de leite, e leite por leite pode ser que o par de mamas ajude. Indignado já estou. Desculpa lá, ó gibelino, mas deixemos agora esta coisa assim meia dúzia de dias. De resto, e atento o aumento, de fim de semana para fim de semana, do tamanho do teu pecado, já imenso há mês e meio, eu até podia colocar em cabeçalho o dito do John Holmes que tu tinhas que me desculpar e continuar por aqui a (não, tal e qual eu) escrever.
* será do mesmo?
P.S. - Li agora a biografia do arrastado (ou arrastador) e já estou mais bem disposto. A escrita na terceira pessoa tem destas coisas. Dispõe bem. Melhor só mesmo as críticas literárias do Público.
A associação comercial do Porto quer o aeroporto internacional na Portela, em Lisboa. Para quem tem, há muito anos, como lema “nós só queremos Lisboa a arder, Lisboa a arder…”, parece estranho, de facto. As luminárias da agremiação querem o aeroporto na Portela porque acham que assim estão a defender melhor o moribundo aeroporto Sá Carneiro, no Porto. Vai daí decidem encomendar um estudo independente a uma universidade para aferir a viabilidade da manutenção da Portela . Então não é que os gajos tiveram sorte ? Não é que o estudo independente encomendado a uma universidade, deu como melhor solução a Portela ?
Como diz o cromo ausente, CUM CATANO!
Por cá tudo é passível de crítica, questionável, tudo, com excepção do pessoal que tem dinheiro.
Por razões que enchem de contentamento a minha família e os amigos, os meus últimos dias foram passados na maternidade do hospital de S. André. Observando, num eterno retorno, como dizia Mircea Eliade, a dedicação, o carinho e a construção de sonhos e projectos de vida de tantas mães pelos seus bebés, dei por mim a pensar que hoje há quem pretenda condenar as mulheres em tribunal por, em circunstâncias muito dolorosas da sua vida pessoal, não terem tido a possibilidade de amar assim.
A interrupção da gravidez é, porventura, na vida das mulheres, a experiência mais traumática e dolorosa por que podem passar. Deixa marcas que nunca se apagam. Destrói a dignidade interior e fere, por vezes de forma irremediável, a natural pulsão maternal. As mulheres já se condenam o suficiente a si própria e dispensam bem o julgamento dos homens. Compreender a dor e o sofrimento de mulheres que, em condições sub humanas, com riscos para a sua própria vida, se submetem a uma interrupção da gravidez é permitir que elas recuperem a sua dignidade pessoal e, se assim o entenderem, a função maternal. E isto não se alcança com um julgamento e uma condenação em tribunal. Votar SIM no próximo referendo não é defender uma “agenda de morte” é, mais do que tudo, um combate pela vida. Pela vida das mulheres, sobretudo das mais frágeis e desprotegidas; Pela vida das crianças que têm direito a uma família que lhes dê amor e que delas cuide; Pela vida de todos nós, da nossa cidadania e da nossa humanidade.
Votar SIM, por todas as mães e por todas as Margaridas que vi nascer felizes nos últimos dias e que vão continuar a nascer.
Este texto foi uma das minhas contribuições para a discussão da despenalização do aborto, há uns meses atrás. Hoje, com a divulgação dos dados disponíveis sobre a matéria, sinto que fiz o que devia ter feito. Não é impossível, nem tão pouco indesejável, ligar uma coisa à outra.

Mais vale um bom mandador que um bom trabalhador
Our very ability to study the heavens may have shortened the inferred lifetime of the cosmos.
Suponho que isto deverá ter implicações extraordinárias na nossa vida, mas o Filipe, certamente demasiado ocupado com a LEFT e com o Chaminé 2004, , ainda não deu explicações.
Durante mais de 30 anos o Estado andou a estudar uma nova localização para a construção de um novo aeroporto internacional, face ao reconhecido esgotamento da Portela. Em 3 meses (podiam ser 3 dias ou 3 horas) a brigada do reumático que dirige a obsoleta e, eufemisticamente designada, indústria portuguesa, apresentou uma solução alternativa e milagrosa. Era fácil, barata e dava milhões! Numa penada, o vanguardismo da indústria lusa, anunciava a falência do Estado e a tão ansiada emancipação da iniciativa privada em Portugal. Que fosse o Estado então, mas que ficassem os nobres capitães da indústria, finalmente libertos do seu estultíssimo atavismo.
Esta semana o jornal Expresso informa-nos que, afinal, a construção do aeroporto em Alcochete implica a construção de 3 novas pontes que têm um custo aproximado de 2/3 do valor da construção total do aeroporto na OTA e que, nos próximos 30 anos, os lucros, isto é, o preço adicional que os portugueses teriam que pagar à Lusoponte para ir apanhar um avião na outra margem, seriam 2% do PIB. Afinal, hoje, como sempre! Muita autonomia da iniciativa privada, desde que juntinha à manjedoura do Estado.

Depois de uma intensa jornada de trabalho semanal e apesar de esta sexta-feira ficar inelutavelmente e enlutadamente marcada pelo discurso beócio daquele tal de Jorge Neto que hoje no Parlamento torturou a Nação começando por servir-nos Aristóteles; depois Vitorino Magalhães Godinho; uma perninha no Peter Galbraith; mais uma verónica de Vitorino; (Habermas!? ele falou mesmo em Habermas?!); e finalizando com Lincoln (se aquilo fosse um sketch para comédia com efeitos especiais a coisa tinha terminado em beleza com o próprio John Wilkes a saltar das galerias e …bang!); a coisa até meteu desideratos, na linha de… e bel talante , como se cita (que todos os beatos pastorinhos videntes de aquém e d’além mar se apiedem do PSD!):
Nesta sede, e sem “optimismos beócios”, na linha de Vitorino Magalhães Godinho, em termos de credibilidade e rigor, este Orçamento mais do que uma falácia ou um logro, é um verdadeiro embuste que dissimula o único desiderato que lhe subjaz: acomodar a política orçamental a um cenário favorável ao ciclo eleitoral que se aproxima com vista à distribuição de benesses a bel talante do Governo, designadamente a descida de impostos. Mandando às urtigas, sem apelo nem agravo o esforço de consolidação orçamental e os sacrifícios neste interim já cobrados aos Portugueses.
Enfim… apesar disto sempre é sexta-feira. Celebremos então! (se é que eu consigo embebedar aqui um objecto do youtube)
(nops)
1 – Globus histericus, Hahnemann, Fragm. De Viridis - Frio; náusea e vontade de vomitar, como por um fio pendurado na garganta – a sensação parece subir do umbigo e causa abundante fluxo de saliva; dor de dente; dores migratórias em espetada nos dentes e parte externa do pescoço, sobre as órbitas, na boca do estômago e no umbigo; vê fagulhas; palpitação;vômito e evacuação; febre (do tipo “synochus1”); dor em pressão no abdómen; dor cortante no abdomen; forte sensação de expansão do abdómen, como se quase explodindo; abdómen duro (observado na quarta hora); torpor paralisante nos membros; dor contusa nos membros; dor de cabeça dardejante; dor de cabeça dardejante em pressão por 8 horas; dores reumáticas nas escápulas e nos membros; dor repuxante nas costas, dor dilacerante no peito; calor aumentado; insónia; agitação no sono.
Será que o autor desta coisa que não chego bem a perceber o que é, e cujo alcance e interesse estético-táctico de todo em todo me escapa, está familiarizado com o termo que titula este post? É que parece-me premente, e especialmente para os seus incautos leitores, que passe a co-titular coisas do cariz daquela com o tal, avisado e sensato, termo. Se quiser em português, pode ser qualquer coisa como: Quem estiver a ler a merda do livro que resolvi chamar de “do mês” não leia este post!
Catano!
Portugal é o país da europa com a mais baixa taxa de natalidade. Este ano, pela primeira vez, nasceram por cá menos de 100 mil bebés. Daqui a 30 ou 40 anos, precisaríamos de ter 35 milhões de habitantes para garantir o equilíbrio do sistema de segurança social e, provavelmente, vamos ter apenas 7 milhões.
José Saramago, um eterno imbecil , ainda há poucos dias, vaticinava e desejava uma auspiciosa junção a Castela. Não é necessário!
Assim sempre nos poupam o vexame da capitulação.