Arquivo do mês de Novembro, 2007

Os perigos das cifras

Sexta-feira, 30 de Novembro, 2007

A que partido se referirá este? É que a coisa encaixa que nem uma luva no do Gil Garcia.

Que merda de dor de costas*

Sexta-feira, 30 de Novembro, 2007

A verdade é que, para além do tempo, faltam-me inspiração e indignação, que isto de escrever em blogues tem de levar q.b. de tais elementos. Outra verdade é que o aspecto do blogue estava assim a modos que pró copinho de leite, e leite por leite pode ser que o par de mamas ajude. Indignado já estou. Desculpa lá, ó gibelino, mas deixemos agora esta coisa assim meia dúzia de dias. De resto, e atento o aumento, de fim de semana para fim de semana, do tamanho do teu pecado, já imenso há mês e meio, eu até podia colocar em cabeçalho o dito do John Holmes que tu tinhas que me desculpar e continuar por aqui a (não, tal e qual eu) escrever.

* será do mesmo?

P.S. - Li agora a biografia do arrastado (ou arrastador) e já estou mais bem disposto. A escrita na terceira pessoa tem destas coisas. Dispõe bem. Melhor só mesmo as críticas literárias do Público.

Ditosa Pátria (4)

Sexta-feira, 30 de Novembro, 2007

A associação comercial do Porto quer o aeroporto internacional na Portela, em Lisboa. Para quem tem, há muito anos, como lema “nós só queremos Lisboa a arder, Lisboa a arder…”, parece estranho, de facto. As luminárias da agremiação querem o aeroporto na Portela porque acham que assim estão a defender melhor o moribundo aeroporto Sá Carneiro, no Porto. Vai daí decidem encomendar um estudo independente a uma universidade para aferir a viabilidade da manutenção da Portela . Então não é que os gajos tiveram sorte ? Não é que o estudo independente encomendado a uma universidade, deu como melhor solução a Portela ?

Como diz o cromo ausente, CUM CATANO!

Ditosa Pátria (3)

Sexta-feira, 30 de Novembro, 2007

Por cá tudo é passível de crítica, questionável, tudo, com excepção do pessoal que tem dinheiro.

Margaridas

Quarta-feira, 28 de Novembro, 2007

Por razões que enchem de contentamento a minha família e os amigos, os meus últimos dias foram passados na maternidade do hospital de S. André. Observando, num eterno retorno, como dizia Mircea Eliade, a dedicação, o carinho e a construção de sonhos e projectos de vida de tantas mães pelos seus bebés, dei por mim a pensar que hoje há quem pretenda condenar as mulheres em tribunal por, em circunstâncias muito dolorosas da sua vida pessoal, não terem tido a possibilidade de amar assim.
A interrupção da gravidez é, porventura, na vida das mulheres, a experiência mais traumática e dolorosa por que podem passar. Deixa marcas que nunca se apagam. Destrói a dignidade interior e fere, por vezes de forma irremediável, a natural pulsão maternal. As mulheres já se condenam o suficiente a si própria e dispensam bem o julgamento dos homens. Compreender a dor e o sofrimento de mulheres que, em condições sub humanas, com riscos para a sua própria vida, se submetem a uma interrupção da gravidez é permitir que elas recuperem a sua dignidade pessoal e, se assim o entenderem, a função maternal. E isto não se alcança com um julgamento e uma condenação em tribunal. Votar SIM no próximo referendo não é defender uma “agenda de morte” é, mais do que tudo, um combate pela vida. Pela vida das mulheres, sobretudo das mais frágeis e desprotegidas; Pela vida das crianças que têm direito a uma família que lhes dê amor e que delas cuide; Pela vida de todos nós, da nossa cidadania e da nossa humanidade.
Votar SIM, por todas as mães e por todas as Margaridas que vi nascer felizes nos últimos dias e que vão continuar a nascer.

Este texto foi uma das minhas contribuições para a discussão da despenalização do aborto, há uns meses atrás. Hoje, com a divulgação dos dados disponíveis sobre a matéria, sinto que fiz o que devia ter feito. Não é impossível, nem tão pouco indesejável, ligar uma coisa à outra.

Ditosa Pátria (2)

Terça-feira, 27 de Novembro, 2007

Ditosa Pátria (1)

Terça-feira, 27 de Novembro, 2007

Mais vale um bom mandador que um bom trabalhador

Como se já não bastasse o aquecimento global

Segunda-feira, 26 de Novembro, 2007

Our very ability to study the heavens may have shortened the inferred lifetime of the cosmos.

Suponho que isto deverá ter implicações extraordinárias na nossa vida, mas o Filipe, certamente demasiado ocupado com a LEFT e com o Chaminé 2004, , ainda não deu explicações.

Ao vivo

Segunda-feira, 26 de Novembro, 2007

 

Durante mais de 30 anos o Estado andou a estudar uma nova localização para a construção de um novo aeroporto internacional, face ao reconhecido esgotamento da Portela. Em 3 meses (podiam ser 3 dias ou 3 horas) a brigada do reumático que dirige a obsoleta e, eufemisticamente designada, indústria portuguesa, apresentou uma solução alternativa e milagrosa. Era fácil, barata e dava milhões! Numa penada, o vanguardismo da indústria lusa, anunciava a falência do Estado e a tão ansiada emancipação da iniciativa privada em Portugal. Que fosse o Estado então, mas que ficassem os nobres capitães da indústria, finalmente libertos do seu estultíssimo atavismo.

Esta semana o jornal Expresso informa-nos que, afinal, a construção do aeroporto em Alcochete implica a construção de 3 novas pontes que têm um custo aproximado de 2/3 do valor da construção total do aeroporto na OTA e que, nos próximos 30 anos, os lucros, isto é, o preço adicional que os portugueses teriam que pagar à Lusoponte para ir apanhar um avião na outra margem, seriam 2% do PIB. Afinal, hoje, como sempre! Muita autonomia da iniciativa privada, desde que juntinha à manjedoura do Estado. 

Ando por aí

Sábado, 24 de Novembro, 2007

celebremos a sexta-feira

Sexta-feira, 23 de Novembro, 2007

Depois de uma intensa jornada de trabalho semanal e apesar de esta sexta-feira ficar inelutavelmente e enlutadamente marcada pelo discurso beócio daquele tal de Jorge Neto que hoje no Parlamento torturou a Nação começando por servir-nos Aristóteles; depois Vitorino Magalhães Godinho; uma perninha no Peter Galbraith; mais uma verónica de Vitorino; (Habermas!? ele falou mesmo em Habermas?!); e finalizando com Lincoln (se aquilo fosse um sketch para comédia com efeitos especiais a coisa tinha terminado em beleza com o próprio John Wilkes a saltar das galerias e …bang!); a coisa até meteu desideratos, na linha de… e bel talante , como se cita (que todos os beatos pastorinhos videntes de aquém e d’além mar se apiedem do PSD!):

Nesta sede, e sem “optimismos beócios”, na linha de Vitorino Magalhães Godinho, em termos de credibilidade e rigor, este Orçamento mais do que uma falácia ou um logro, é um verdadeiro embuste que dissimula o único desiderato que lhe subjaz: acomodar a política orçamental a um cenário favorável ao ciclo eleitoral que se aproxima com vista à distribuição de benesses a bel talante do Governo, designadamente a descida de impostos. Mandando às urtigas, sem apelo nem agravo o esforço de consolidação orçamental e os sacrifícios neste interim já cobrados aos Portugueses.E até o interim (escapara-me este!).

Enfim… apesar disto sempre é sexta-feira. Celebremos então! (se é que eu consigo embebedar aqui um objecto do youtube)

(nops)

Dor contusa nos membros, ou porque é que não disseste logo ?

Sexta-feira, 23 de Novembro, 2007

1 – Globus histericus, Hahnemann, Fragm. De Viridis - Frio; náusea e vontade de vomitar, como por um fio pendurado na garganta – a sensação parece subir do umbigo e causa abundante fluxo de saliva; dor de dente; dores migratórias em espetada nos dentes e parte externa do pescoço, sobre as órbitas, na boca do estômago e no umbigo; vê fagulhas; palpitação;vômito e evacuação; febre (do tipo “synochus1”); dor em pressão no abdómen; dor cortante no abdomen; forte sensação de expansão do abdómen, como se quase explodindo; abdómen duro (observado na quarta hora); torpor paralisante nos membros; dor contusa nos membros; dor de cabeça dardejante; dor de cabeça dardejante em pressão por 8 horas; dores reumáticas nas escápulas e nos membros; dor repuxante nas costas, dor dilacerante no peito; calor aumentado; insónia; agitação no sono.

SPOILERS * SPOILERS * SPOILERS

Quinta-feira, 22 de Novembro, 2007

Será que o autor desta coisa que não chego bem a perceber o que é, e cujo alcance e interesse estético-táctico de todo em todo me escapa, está familiarizado com o termo que titula este post? É que parece-me premente, e especialmente para os seus incautos leitores, que passe a co-titular coisas do cariz daquela com o tal, avisado e sensato, termo. Se quiser em português, pode ser qualquer coisa como: Quem estiver a ler a merda do livro que resolvi chamar de “do mês” não leia este post!

Catano!

O teu primeiro neto

Quarta-feira, 21 de Novembro, 2007

 *

Finalmente uma boa notícia

Quarta-feira, 21 de Novembro, 2007

Portugal é o país da europa com a mais baixa taxa de natalidade. Este ano, pela primeira vez, nasceram por cá menos de 100 mil bebés. Daqui a 30 ou 40 anos, precisaríamos de ter 35 milhões de habitantes para garantir o equilíbrio do sistema de segurança social e, provavelmente, vamos ter apenas 7 milhões.

 José  Saramago, um eterno imbecil , ainda há poucos dias, vaticinava e desejava uma auspiciosa junção a Castela. Não é necessário!

 Assim sempre nos poupam o vexame da capitulação.